Síndico usou capuz e luvas para render Daiane e executá-la na mata com tiros no rosto
Conforme o inquérito, Cleber atacou Daiane por trás, sem dar qualquer chance de reação para a vítima.

A força-tarefa da Polícia Civil de Goiás revelou detalhes sobre a execução da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, assassinada no dia 17 de dezembro de 2025. Segundo a conclusão oficial apresentada na quinta-feira (19), o crime foi uma emboscada premeditada, executada com frieza pelo síndico do condomínio, Cléber Rosa de Oliveira.
A investigação detalhou como o autor se preparou, como abordou a vítima e onde exatamente os disparos atingiram Daiane. Para os investigadores, a dinâmica dos tiros, a região atingida e o contexto da ocultação do corpo evidenciam execução intencional.
Emboscada em oito minutos
De acordo com a linha do tempo reconstruída pela polícia: 19h00 — Daiane desce ao subsolo do condomínio onde morava, em Caldas Novas; 19h08 — Primeira moradora aparece nas imagens do elevador. Para os investigadores, todo o crime ocorreu nesse intervalo de oito minutos.
Cléber já aguardava a vítima na garagem. Segundo a polícia: estava encapuzado, com o rosto totalmente coberto; usava luvas nas duas mãos, evitando deixar impressões; posicionou previamente o carro, com a capota aberta, para facilitar a colocação da vítima; utilizou um portão lateral para acessar o subsolo sem chamar atenção;
Conforme o inquérito, Cleber atacou Daiane por trás, sem dar qualquer chance de reação. A polícia afirma que os elementos indicam planejamento prévio e execução calculada.
Rendida na garagem e levada para a mata
Segundo o inquérito, Daiane foi dominada ainda na garagem do condomínio. Nenhum disparo foi efetuado no local — o que explica o fato de moradores não terem ouvido tiros naquela noite.
Após ser rendida, ela foi colocada no veículo e levada para uma área de mata às margens da GO-213, na zona rural de Caldas Novas. O corpo foi localizado em 28 de janeiro de 2026, após a confissão do síndico.
Onde os tiros atingiram Daiane e o celular
A perícia apontou que Daiane foi morta com dois disparos de arma de fogo na cabeça, com características típicas de execução: Um tiro atingiu a mandíbula; o segundo disparo acertou a bochecha, com trajetória que saiu pelo olho.
A Polícia Civil descartou completamente a versão inicial apresentada por Cléber de que o disparo teria sido acidental. Além disso, outro detalhe que reforçou a tese de planejamento foi a tentativa de eliminar provas.
O celular da vítima foi encontrado dentro de uma caixa de esgoto no condomínio. O aparelho foi restaurado pela perícia e passou por extração de dados.
As imagens recuperadas permitiram confirmar: o horário exato da descida da vítima; a ausência de qualquer discussão prolongada; A rapidez da ação. Segundo a polícia, os dados extraídos foram decisivos para desmontar a narrativa defensiva apresentada pelo investigado.
Indiciamento
Com o encerramento do inquérito, Cléber Rosa de Oliveira foi indiciado por homicídio qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima) e ocultação de cadáver. O caso foi encaminhado ao Ministério Público e deverá seguir para julgamento pelo Tribunal do Júri.

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