Síndico, filho e porteiro são presos pelo desaparecimento de corretora em Caldas Novas
Trio foi levado para a cadeia suspeito de envolvimento no sumiço de Daiane Alves

A investigação sobre o desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, teve novos desdobramentos em Caldas Novas. O síndico do prédio, Cleber Rosa de Oliveira, o filho dele e o porteiro do edifício foram presos pela Polícia Civil. Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro após descer ao subsolo do Edifício Ametista Tower para checar uma queda de energia.
Cleber Rosa já estava na mira das autoridades antes mesmo da prisão. Ele responde a 12 processos envolvendo a corretora, incluindo uma denúncia recente do Ministério Público por perseguição (stalking) com abuso de função. A família de Daiane relata que o síndico travava uma verdadeira guerra contra ela, tendo inclusive tentado expulsá-la do condomínio em uma assembleia irregular e sendo acusado de agredi-la com uma cotovelada meses antes do sumiço.
O Plano no Escuro
Para a família, o crime foi "planejado nos mínimos detalhes". Na noite do desaparecimento, alguém desligou especificamente o padrão de energia do apartamento de Daiane. Imagens de segurança mostram a corretora entrando no elevador e deixando a porta do apartamento aberta — um sinal claro de que ela pretendia voltar em segundos.
No entanto, ela nunca retornou. Curiosamente, a mãe de Daiane encontrou a porta do apartamento trancada por fora quando chegou para procurá-la, o que reforça a tese de que alguém que conhecia os hábitos da corretora e tinha as chaves ou acesso ao prédio agiu naquela noite.
Prisões e Silêncio
As prisões do síndico, de seu filho e do porteiro trazem novas perguntas ao caso. A polícia agora tenta descobrir se Daiane foi retirada do prédio por algum "ponto cego" das câmeras ou se o gravador de imagens foi manipulado.
A defesa do síndico vinha alegando que ele era apenas um "pai de família" cumprindo deveres estatutários e que as brigas eram apenas judiciais. Contudo, com as novas prisões, a força-tarefa da Polícia Civil aperta o cerco para descobrir o paradeiro da corretora, que não movimenta contas bancárias nem deu sinais de vida desde que o elevador parou no subsolo.

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