Síndico defende filho, diz arrependido de matar corretora, mas Justiça mantém na cadeia
Cleber Rosa falou para os delegados que saiu sozinho do condomínio dirigindo sua picape, após colocar o corpo de Daiane

O síndico Cleber Rosa de Oliveira e o filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, passaram por audiência de custódia na tarde desta quinta-feira (29), e a Justiça decidiu manter a prisão dos dois. Acusados pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, eles voltaram a prestar depoimento à Polícia Civil. Durante a nova oitiva, Cleber afirmou estar arrependido, segundo os delegados responsáveis pela investigação.
Em depoimento, Cleber relatou que saiu sozinho do condomínio dirigindo sua picape, após colocar o corpo de Daiane na carroceria. As imagens de segurança confirmam que ele deixou o prédio por volta das 20h do dia do desaparecimento.
A juíza Vaneska da Silva Baruki, da 1ª Vara Criminal de Caldas Novas, decidiu manter a prisão temporária dos acusados diante dos indícios de autoria. No caso de Maicon Douglas, a decisão também levou em conta a suspeita de auxílio posterior, com possível atuação para dificultar a investigação, especialmente na área de provas digitais.
A Justiça autorizou ainda mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos acusados e a terceiros, além da quebra de sigilo de dados telefônicos e telemáticos de aparelhos que forem apreendidos, incluindo conteúdos armazenados em nuvem.
Daiane foi encontrada morta após 42 dias de desaparecimento, em uma área de mata no município de Ipameri, no sul de Goiás. Cleber confessou o assassinato e declarou à polícia que matou a corretora após uma discussão. A prisão dos acusados e a localização do corpo ocorreram na quarta-feira (28).
O corpo da vítima foi abandonado a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, às margens da GO-213, rodovia que liga o município a Ipameri e Pires do Rio. Os restos mortais estavam em um barranco e foram retirados pelo Corpo de Bombeiros. Em seguida, foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), em Goiânia, onde permanecem para a realização de exames periciais.
De acordo com a Polícia Civil, o crime foi cometido em um intervalo de apenas oito minutos. Imagens de câmeras de segurança mostram Daiane descendo do elevador por volta das 19h. Às 19h08, outra moradora aparece no local sem notar qualquer movimentação anormal. Para os investigadores, o curto espaço de tempo indica que o autor tinha pleno acesso ao prédio e controle do sistema de monitoramento.

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