Servidor público cobra R$ 50 mil para falsificar documentos e "ensinar" como conseguir vistos nas embaixadas
Segundo a Polícia Civil, o acusado atuava como “professor” ao ensinar clientes como se comportar em entrevistas consulares para conseguir vistos e saírem do país; pena pode chegar a mais de 15 anos de prisão

Servidor público, nome não revelado, 42 anos, foi preso em Cristalina, Entorno do Distrito Federal, na última terça-feira (03), acusado de falsificar documentos e “ensinar” como se portar em entrevistas nas embaixadas para conseguir vistos para viagens internacionais. Segundo a Polícia Civil, o homem cobrava aproximadamente R$ 2 mil por pessoa e caso o "cliente" conseguisse entrar no país desejado, o servidor ainda recebia mais R$ 50 mil.
As investigações, que foram realizadas em conjunto com a Coordenação de Repressão às Fraudes (Corf), apuraram que o servidor falsificava diversos documentos, como declarações de Imposto de Renda, declarações de bens, certidões de casamento e comprovantes de matrícula.
Ao todo, os agentes levaram seis meses para concluir as investigações e além do servidor, sete pessoas que já haviam sido presas anteriormente por uso ilegal dos documentos.
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Conforme o delegado responsável, Wisllei Salomão, o autor do crime atuava como um professor. “As pessoas, que pagavam R$ 2 mil inicial, tinham o direito dos documentos e orientações de como se portar nas entrevistas consulares”, explicou.
O acusado irá responder pelos crimes de falsificação de documento público, falsificação de documento particular e associação criminosa, as penas podem chegar a mais de 15 anos de prisão.

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