Servidor da Alego dá golpes em moradores de Goiânia e causa prejuízo de R$ 50 mil
Felipe Alexsandro Evangelista foi preso nessa segunda-feira (15) no âmbito da Operação Farsante, que apurou que o suspeito praticava o crime desde 2021

Felipe Alexsandro Evangelista, 37 anos, servidor da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), foi preso, suspeito de se passar por despachante e causar um prejuízo de R$ 50 mil às vítimas em Goiânia. Segundo a Polícia Civil, as vítimas pagavam ao suspeito para ajudar quitar débitos no Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de Goiás.
"Algumas vítimas nos procuraram, fizemos o levantamento, identificamos quem era o autor e, ao verificarmos junto aos sindicatos dos despachantes, constatamos que ele não era credenciado no Detran. Portanto, a atividade dele é ilícita e criminosa", disse o delegado Fernando Martins.
À polícia, ele ficou em silêncio durante o interrogatório.
A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) informou que, no início da tarde dessa segunda-feira (14), o servidor Felipe Alexsandro Evangelista foi exonerado de suas funções após ser preso pela Polícia Civil de Goiás.
Felipe Alexsandro estava no gabinete do deputado estadual Wagner Neto há três meses e foi contratado após apresentar todas as certidões negativas exigidas no ato da posse.
A Alego informou ainda que, com base nos registros oficiais disponíveis, não era possível avaliar a índole do indivíduo. A Presidência da Assembleia Legislativa ressaltou seu compromisso com a transparência e a ética no serviço público e afirmou que aguarda o andamento das investigações do caso.
Entenda o caso
A Operação Farsante foi realizada pela 20ª Delegacia Distrital de Polícia de Goiânia/1ª DRP e apurou que o suspeito praticava o crime desde 2021. Ele pode responder por estelionato consumado, a pena varia de 1 a 5 anos, mas pode ser prolongada por conta da quantidade de vítimas.
“Ele engana as vítimas, conseguia o dinheiro e depois sumia. Conseguimos constatar mais de 10 números telefônicos ligados ao suspeito”.
Conforme a Polícia Civil, o suspeito usava seu cargo público para enganar as vítimas e arrecadar dinheiro delas com mais facilidade. Ele afirmava que poderia quitar débitos de multas, IPVA e outros encargos, mas, na verdade, se apropriava ilicitamente dos valores recebidos, sem realizar nenhuma quitação no Detran.
Uma das vítimas, que preferiu não se identificar, teve um prejuízo de R$ 12 mil. Ela contou que só soube do golpe ao decidir trocar de carro e perceber que as multas e os pontos ainda constavam no sistema.
"Na época, ele me cobrou R$ 1,5 mil. Ele viu que havia uma multa por excesso de velocidade, daquelas de rodovia, que você passa a 60, e eu passei a 66. Ele falou: 'Essa de rodovia é GO. O pessoal cobra mais de R$ 200.' Daí eu disse: 'Não, tudo bem, vai tirar, né?' Quando chegou a época de pagar a multa, percebi que ela ainda estava lá", disse a vítima.
Segundo a polícia, ele chegou a mostrar um documento falso que indicava que a dívida estava quitada.
A polícia estima que ele causou um prejuízo de cerca de R$ 50 mil a quatro vítimas. Ele já responde por falsificação de documentos para a transferência de veículos.
A divulgação da imagem do investigado foi autorizada para tentar identificar possíveis novas vítimas.
Caso segue em investigação.

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