Servente mata colegas após desavenças no trabalho e enterra um dos corpos no quintal
Alessandro Belo Rosa foi preso na terça-feira (27), durante o cumprimento de um mandado de execução de pena por um homicídio cometido contra a ex-mulher em 2014.

Um homem suspeito de assassinar dois colegas de trabalho que estavam desaparecidos em Caldas Novas, no sul de Goiás, foi preso pela Polícia Civil. As investigações apontam que os crimes teriam sido motivados por desentendimentos no ambiente de trabalho, após as vítimas supostamente denunciarem comportamentos irregulares do suspeito ao patrão.
De acordo com a polícia, Raimundo Tote de Morais e Amarildo Rodrigues Moreira teriam sido mortos por Alessandro Belo Rosa, de 47 anos. Um adolescente de 16 anos também é apontado como envolvido nos crimes.
Segundo o delegado Alex Miller, responsável pelo caso, no homicídio de Amarildo a motivação estaria ligada à suspeita de que a vítima estaria delatando Alessandro por faltas ao trabalho e consumo de bebida alcoólica durante o expediente. “Em relação ao homicídio do Amarildo, seria uma suspeita do Alessandro de que ele o estivesse delatando para o patrão”, explicou o delegado.
Já no caso de Raimundo, embora Alessandro tenha alegado a mesma motivação, o depoimento do adolescente revelou outra versão. “Eles teriam ido para roubar o Raimundo. Subtraíram uma quantia em dinheiro, cerca de R$ 450, além do telefone celular. Nesse caso, trataria-se de um latrocínio”, completou Alex Miller.
A investigação apurou que Raimundo Tote desapareceu no dia 10 de janeiro e teve o corpo localizado no dia 29, enterrado em uma área de mata em Caldas Novas. Amarildo Rodrigues desapareceu no dia 22 de janeiro e foi encontrado no dia 28, enterrado no quintal da casa de Alessandro.
Prisão
Alessandro Belo Rosa foi preso na terça-feira (27), durante o cumprimento de um mandado de execução de pena por um homicídio cometido contra a ex-mulher em 2014. Ele também era considerado foragido após descumprir a monitoração eletrônica em dezembro de 2025.
No momento da prisão, a Polícia Civil apreendeu um celular que continha imagens de Alessandro e do adolescente com as mãos sujas de sangue, registradas logo após o desaparecimento de Amarildo. O material reforçou as suspeitas e passou a integrar o inquérito policial.
As investigações continuam para esclarecer completamente a participação de cada envolvido nos crimes.

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