Seinfra diz que servidor investigado por fraude foi desligado assim que as suspeitas surgiram
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e recolhidos documentos, equipamentos eletrônicos e dinheiro.

A Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra) afirmou que a Operação Nexo Oculto, deflagrada nesta terça-feira (13) pela Polícia Civil, apura irregularidades relacionadas exclusivamente à Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), órgão vinculado à pasta. Segundo a secretaria, foi a própria agência que comunicou o caso às autoridades, dando início às investigações.
De acordo com a nota oficial, o servidor citado na operação ocupava cargo temporário na Goinfra e foi desligado imediatamente após a identificação das suspeitas. As apurações envolvem licitações realizadas em 2023 para obras especiais, como pontes, e contratos que somam mais de R$ 5 milhões.
A Polícia Civil investiga um suposto esquema de direcionamento de licitações e uso de informações privilegiadas para beneficiar empresas, com possível fraude em processos conduzidos no âmbito da agência. Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e recolhidos documentos, equipamentos eletrônicos e dinheiro.
Em resposta, a Seinfra ressaltou que não compactua com irregularidades e que está colaborando integralmente com a investigação, conduzida de forma técnica e independente. O governo estadual afirmou ainda que, caso as responsabilidades sejam confirmadas, os envolvidos serão punidos nas esferas administrativa, civil e penal.
A pasta destacou também que mantém uma gerência em sua sede vinculada à Polícia Civil, responsável por fiscalizar a lisura dos atos administrativos da secretaria e de órgãos jurisdicionados, como Goinfra, Saneago, Codego e Agehab.
Por fim, o Governo de Goiás, a Seinfra e a Goinfra reafirmaram compromisso com a legalidade, a transparência e o combate à corrupção, além do fortalecimento dos mecanismos de controle interno e compliance.

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