Saiba como funcionava o golpe do falso advogado que atingiu 11 estados
Operação cumpre 45 mandados contra organização criminosa especializada em se passar por advogados

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (19), a Operação "Falso Advogado", mirando uma organização criminosa que lucrava milhões enganando partes de processos judiciais em quase metade do Brasil. Com atuação em 11 estados, o grupo utilizava credenciais roubadas de advogados para acessar sistemas eletrônicos da Justiça e obter dados sigilosos das vítimas.
A quadrilha funcionava como uma "empresa do crime", com divisões claras de tarefas:
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Puxadores: Infiltravam-se nos sistemas de tribunais com senhas de advogados para extrair nomes, números de processos e valores a receber.
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Montadores: Criavam perfis falsos em aplicativos de mensagens simulando escritórios de advocacia reais.
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Engenheiros Sociais: Entravam em contato telefônico com roteiros sofisticados para convencer a vítima de que, para liberar o dinheiro do processo, era necessário pagar "taxas e impostos" imediatos.
Cercados em São Paulo
Os 45 mandados judiciais (20 de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão) estão sendo cumpridos na capital paulista e na cidade de Praia Grande (SP). O grupo movimentava valores expressivos e contava com núcleos financeiros exclusivos para a lavagem de dinheiro e fornecimento de contas "laranjas".
As investigações confirmaram que o grupo fez vítimas em: São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pernambuco, Distrito Federal, Acre, Alagoas, Ceará e Roraima.
Os envolvidos responderão por estelionato qualificado (fraude eletrônica), organização criminosa e lavagem de dinheiro. Se condenados, as penas somadas podem ultrapassar os 26 anos de reclusão.

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