Rildo Soares matou 3 mulheres, estuprou outras três e tentou matar
O assassino não planejava suas vítimas previamente. Ele costumava sair na madrugada, em Rio Verde, vestido com uniforme de uma empresa de limpeza urbana, e abordava mulheres que encontrava nas ruas

A Polícia Civil de Goiás confirmou que Rildo Soares dos Santos, de 33 anos, é suspeito de pelo menos seis crimes contra mulheres em Rio Verde, incluindo três feminicídios e três estupros, sendo dois deles acompanhados de tentativa de feminicídio. Além disso, ele também é investigado por outros delitos patrimoniais e pode ter relação com o desaparecimento de mais duas mulheres.
Segundo o delegado Adelson Candeo, responsável pelo Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) de Rio Verde, o inquérito ainda não foi enviado ao Ministério Público de Goiás (MPGO) porque a polícia continua apurando outros crimes que podem ter sido cometidos por Rildo.
“Estamos no prazo para diligências e precisaremos desse tempo para finalizar todas as investigações”, explicou.
De acordo com o delegado, o suspeito não planejava suas vítimas previamente. Ele costumava sair à noite, geralmente de madrugada, vestido com uniforme de uma empresa de limpeza urbana, e abordava mulheres que encontrava nas ruas.
“Ele saía à noite, na madrugada, para cometer os crimes. Normalmente, quem ele encontrava eram mulheres dependentes químicas”, detalhou Candeo.
O caso da jovem Elisângela chamou atenção porque ela morava com familiares e tinha rotina fixa, o que fez seu desaparecimento ser notado rapidamente. “A família se preocupou, foi à delegacia registrar e isso ajudou a polícia a investigar mais rápido”, disse o delegado.
Em outros casos, como o de Neilma de Souza Carvalho, 43 anos, e Ingrid Ferreira Barbosa Romagnoli, 38, o desaparecimento só foi registrado dias depois, o que dificultou as buscas. Segundo o delegado, isso beneficiava o suspeito: “Dependentes químicas não têm acompanhamento constante da família, então somem e ninguém percebe na hora. No caso da Ingrid, por exemplo, só registraram a ocorrência depois do que aconteceu com a Elisângela”, explicou.
Rildo foi preso no dia 12 de setembro, logo após retornar da cena de um dos crimes. A Polícia Civil mantém a investigação aberta para identificar possíveis novos casos e reunir provas antes de remeter o inquérito ao Ministério Público.
O delegado Candeo reforça que a população deve ficar atenta e colaborar com informações que possam ajudar na apuração. “Toda denúncia é importante para localizar vítimas e prevenir novos crimes”, disse.

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