Quatro horas após um sequestro relâmpago registrado no início da manhã desta sexta-feira (23), a Polícia Militar prendeu todos os cinco suspeitos de envolvimento no crime, em Caldas Novas (GO). A ação contou com efetivo ampliado, equipes especializadas e apoio aéreo, e resultou na recuperação do valor extorquido da vítima, cerca de R$ 26,5 mil.
Dona de um centro esportivo na cidade, a empresária — identificada apenas como Fátima — foi abordada por três homens encapuzados quando retornava a pé de uma panificadora. Sob ameaças de morte, ela foi mantida em poder do grupo por aproximadamente 25 minutos e obrigada a realizar transferências via PIX. Após o crime, foi liberada no Setor Recanto de Caldas.
Com base nas informações repassadas pela vítima, policiais militares e civis conseguiram bloquear as transações. A medida forçou um dos integrantes da quadrilha a se dirigir a uma agência bancária para tentar sacar o dinheiro, momento em que foi preso em flagrante.
A partir dessa detenção, os investigadores localizaram o veículo utilizado na abordagem — um Chevrolet Ônix alugado, que havia circulado sem placas durante o crime. Na residência onde o carro foi encontrado, um homem confessou ter dirigido o automóvel no momento da ação; a esposa dele também foi presa. Pouco antes do meio-dia, outros dois suspeitos, apontados como participantes diretos da abordagem à empresária, foram localizados e detidos em pontos distintos da cidade.
Segundo a PM, quatro homens e uma mulher integram o grupo. Três deles teriam rendido a vítima; outro tentou sacar o dinheiro; e a mulher, companheira de um dos suspeitos, atuava na organização e divisão dos valores. As investigações indicam que havia comunicação constante entre os envolvidos por telefone durante a execução do crime.
Em entrevista à imprensa, o comandante da regional de Caldas Novas afirmou que o grupo utilizou simulacros de armas de fogo, além de uma faca doméstica, e balaclavas para dificultar a identificação. “Eles agiram com violência psicológica, ameaçando a vítima para exigir o dinheiro”, disse. Todo o material foi apreendido durante a operação, concluída em cerca de 2 horas e 40 minutos.
Ainda de acordo com a PM, o veículo era regular e havia sido locado especificamente para a ação criminosa. As placas foram retiradas durante o crime e recolocadas posteriormente, mas a identificação ocorreu com apoio do helicóptero da corporação. Não houve tentativa de fuga nem confronto no momento das prisões.
Um dos detidos já é conhecido das forças de segurança por envolvimento em outros delitos na cidade. O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que dará continuidade às investigações e encaminhará o inquérito ao Judiciário. A defesa dos suspeitos não foi localizada até a publicação desta reportagem.