Quatro criminosos goianos estão entre mortos na operação mais letal da história do Rio
O governador Ronaldo Caiado, em declaração contundente, não apenas confirmou a identidade dos mortos, mas também expressou preocupação com a dimensão do problema.

Quatro criminosos com extensa ficha criminal em Goiás estão entre os mortos na operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro, confirmou o governador Ronaldo Caiado (UB). Ele alertou para a presença de quase 50 narcotraficantes goianos escondidos em comunidades cariocas, de onde comandam crimes em seu estado. Os indivíduos, com passagens por roubo à mão armada, homicídio e tráfico de drogas, haviam migrado para o Rio após uma série de delitos em solo goiano, levantando preocupações sobre a articulação do crime organizado entre os estados.
A confirmação da morte dos quatro goianos na megaoperação, que resultou em um alto número de óbitos, reacendeu o debate sobre a influência de facções criminosas cariocas em outros estados e sobre a capacidade de criminosos de alta periculosidade se refugiarem em grandes centros urbanos. O governador Ronaldo Caiado, em declaração contundente, não apenas confirmou a identidade dos mortos, mas também expressou preocupação com a dimensão do problema.
“Quatro nós temos do estado de Goiás no Rio de Janeiro. Devem ter em torno de mais ou menos, naquela época eram 47. Nós tínhamos levantado como estando operando do Rio de Janeiro e dando ordens em Goiás”, afirmou Caiado, destacando a atuação de criminosos goianos a partir do território fluminense.
Caiado enfatizou que a questão transcende as fronteiras estaduais, apontando o Rio de Janeiro como um refúgio estratégico para lideranças criminosas. “O Rio de Janeiro não é apenas um problema dos cariocas. O Rio de Janeiro é o local que está acolhendo principalmente os comandantes do Comando Vermelho em cada uma das regiões do Brasil e dando a eles total liberdade para que continuem a comandar o tráfico nos demais estados”, completou o governador, sublinhando a complexidade da rede criminosa que se estende pelo país.
Nomes e fichas criminais
Entre os mortos identificados está Éder Alves de Souza, de 37 anos, cuja trajetória criminosa em Goiás era marcada por roubo e porte ilegal de arma de fogo. Um dos crimes de maior repercussão atribuídos a ele ocorreu em 2017, quando Éder e outros três comparsas assaltaram um hotel em Caldas Novas. Utilizando armas de grosso calibre, o grupo subtraiu mais de R$ 10 mil em dinheiro, além de celulares de funcionários. O veículo e o armamento empregados na ação, incluindo coletes e um fuzil, foram posteriormente encontrados em Goiânia. A quadrilha de Éder já era investigada por explosões de caixas eletrônicos em diversas cidades do interior de Goiás. Ele havia sido condenado por roubo em junho deste ano, pouco antes de sua morte no Rio.
Outro goiano morto na operação é Marcos Vinícius da Silva Lima, conhecido como Rodinha. Sua ficha criminal era extensa e incluía adulteração de veículos, receptação, roubo majorado e tráfico de drogas. Em 2019, em Aparecida de Goiânia, Marcos Vinícius foi responsável pelo roubo de um carro, uma aliança, uma corrente de ouro e um relógio de marca. Em janeiro do ano passado, ele havia sido condenado a oito anos e sete meses de prisão em regime fechado, evidenciando a gravidade de seus delitos.
A lista de mortos inclui também Adam Pablo Alves de Oliveira, de 28 anos. Adam havia sido condenado no mês passado pela morte de um rapaz em Trindade, ocorrida em 2022. As investigações apontaram que a vítima, identificada como Gabriel, foi assassinada por ter supostamente denunciado Adam à polícia por tráfico de drogas, o que teria levado à sua prisão. Após a detenção de Adam, Gabriel começou a receber ameaças, culminando em uma emboscada planejada para executá-lo.
Por fim, Rafael Rezende Ferreira, de 31 anos, é o quarto goiano entre os mortos. Rafael havia sido preso em 2017 pela morte do filho de um policial militar. Segundo informações da Polícia Civil, o crime teria sido motivado por uma dívida de apenas R$ 400, revelando a brutalidade e a futilidade que permeavam as ações criminosas desses indivíduos.
Ponto de apoio
A presença desses quatro criminosos com histórico tão pesado em Goiás, agora mortos em uma operação no Rio de Janeiro, reforça a tese do governador Caiado de que o estado fluminense serve como um ponto de apoio e comando para o crime organizado que atua em outras regiões do Brasil. A situação levanta questões urgentes sobre a necessidade de uma coordenação ainda mais robusta entre as forças de segurança dos diferentes estados para desmantelar essas redes criminosas transestaduais.
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