Professora mata namorado com 40 facadas e contrata morador de rua para cavar cova no quintal
Jussara Luzia Fernandes, de 62 anos, confessou o crime, mas alegou ter agido em legítima defesa

Uma professora de 62 anos foi presa em Bebedouro, no interior de São Paulo, sob a suspeita de ter assassinado o namorado, Alex Sandro da Silva Roca, de 21 anos, com aproximadamente 40 tesouradas. A prisão de Jussara Luzia Fernandes ocorreu nesta sexta-feira (24), após as autoridades localizarem o corpo da vítima enterrado no quintal da residência da mulher. Ao ser interrogada, a professora confessou o homicídio, mas alegou que os golpes foram desferidos em legítima defesa, após um desentendimento com o companheiro.
A investigação teve início após a Guarda Civil Municipal (GCM) e a Polícia Civil receberem informações sobre um crime de homicídio seguido de ocultação de cadáver no endereço da suspeita. Ao chegarem ao local, as equipes confirmaram a denúncia e localizaram o corpo de Roca, que havia sido enterrado no fundo da casa.
O crime, conforme apurado, teria ocorrido na madrugada da última quarta-feira (22). Jussara relatou à polícia que foi agredida por Alex Sandro durante uma discussão e, para se defender, usou uma tesoura para golpeá-lo. O homem morreu no local.
Ajuda para Enterrar o Corpo
Após perceber que o namorado havia falecido, Jussara acionou um homem conhecido como "Malabarista", em situação de rua na cidade, e pediu auxílio para cavar uma cova.
Inicialmente, a professora tentou enganar o rapaz, dizendo que a cova seria para enterrar um cachorro de grande porte. Contudo, Malabarista percebeu pelo tamanho do buraco, e teria visualizado o corpo de Roca, que ainda não estava totalmente ocultado. Mesmo ciente da situação, ele aceitou a quantia de R$ 50 para concluir o serviço. Posteriormente, ele teria exigido mais dinheiro da professora para não denunciá-la às autoridades.
O homem também foi preso em flagrante nesta sexta-feira (24) e responderá pelo crime de ocultação de cadáver. A professora e o outro suspeito foram encaminhados à delegacia e o caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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