Professor oferece "notas altas" em troca de "nudes" de alunos
Prisão ocorreu na última quinta-feira (8), mas a polícia apenas deu detalhe da investigação nesta segunda-feira (12); ao menos seis estudantes, todos meninos, foram vítimas

Um professor de 45 anos, nome não divulgado, foi preso, na última quinta-feira (8), após ser suspeito de pedir imagens íntimas de alunos em troca de notas. A Polícia Civil conduziu uma investigação que revelou oito vítimas, com idades entre 12 e 16 anos, abordadas em escolas públicas de Vila Velha e da Serra, onde o suspeito atuou temporariamente em 2023.
Para preservar a identidade das vítimas, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (Eca/Ecriad), os nomes dos bairros, escolas e alunos não serão divulgados.
As apurações indicaram que o professor tinha um padrão de aproximação, focando em meninos com desempenho acadêmico insatisfatório. Ele prometia notas altas em troca de imagens dos órgãos genitais dos alunos. A delegada Thais Cruz, da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), explicou que o professor enviava mensagens aos estudantes, oferecendo ajuda nas provas e garantindo boas notas em troca de material íntimo.
"Ele armazenava as imagens em dispositivos eletrônicos, organizadas em pastas com as iniciais das escolas e dos alunos", detalhou a delegada.
A descoberta dos crimes ocorreu em novembro de 2024, quando um estudante da Serra foi à casa de uma colega para fazer um trabalho escolar e relatou a situação. A mãe da colega, ao tomar conhecimento, procurou a escola e a DPCA. A delegada Thais Cruz relatou que o professor utilizava o Instagram para se aproximar dos alunos, oferecendo saídas e enviando imagens de conteúdo sexual explícito.
Em fevereiro de 2025, uma nova vítima, um adolescente de 12 anos de Vila Velha, revelou ter sido ameaçado e forçado a acessar sites de conteúdo pornográfico, incluindo material de pedofilia. Além disso, o jovem foi seguido até o banheiro da escola, onde sofreu abuso sexual.
"O professor o ameaçou, dizendo que sabia o endereço da vítima, o que fez com que o adolescente permanecesse em silêncio até a mãe notar a mudança de comportamento", afirmou a delegada.
O delegado Glalber Queiroz, adjunto da DPCA, destacou que, em 2025, o professor alterou sua abordagem, passando a oferecer dinheiro e objetos de desejo aos alunos, realizando transações via Pix de valores entre R$ 50 e R$ 30. A polícia acredita que possam existir mais vítimas e incentiva a denúncia anônima através do número 181.
A investigação continua, e a Polícia Civil busca identificar e proteger outras possíveis vítimas, reforçando a importância da participação da comunidade em casos de abuso contra menores, que muitas vezes não têm voz para denunciar.

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