Produtor rural goiano leva prejuízo milionário com golpe da “mão fantasma”; veja
Delegado diz que criminosos agiam à distância e usavam acesso remoto ao celular das vítimas para esvaziar contas: “conseguindo fazer vítimas em todos os lugares”

A polícia destaca que, por se tratar de fraude eletrônica, os criminosos conseguem agir a quilômetros de distância e atingir vítimas.
A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira uma megaoperação contra uma quadrilha suspeita de aplicar o golpe conhecido como “mão fantasma”, esquema de fraude eletrônica que teria causado prejuízo milionário a um produtor rural de Rio Verde, no sudoeste de Goiás. A ação ocorre simultaneamente em Goiás, São Paulo, Santa Catarina e no Distrito Federal.
Segundo as investigações, o grupo criminoso é suspeito de enganar vítimas por meio de ligações telefônicas, se passando por funcionários de instituições bancárias. Durante o contato, os golpistas afirmavam que a conta da vítima havia sido invadida e que seria necessário fazer procedimentos de segurança para evitar prejuízos.
A partir daí, os criminosos induziam as vítimas a instalar aplicativos de acesso remoto no celular. Com as permissões liberadas, o grupo conseguia entrar no aplicativo bancário, movimentar contas e realizar transferências financeiras sem que a vítima percebesse.
Foi dessa forma, segundo a apuração policial, que o produtor rural de Rio Verde acabou alvo da quadrilha. Embora o valor exato não tenha sido divulgado, a Polícia Civil informou que o prejuízo é milionário.
Para desmontar o esquema, os policiais cumprem cerca de 80 mandados judiciais, incluindo prisões temporárias, buscas e apreensões, além de bloqueios de valores financeiros ligados aos investigados.
Apesar de o golpe ter atingido uma vítima em Rio Verde, nenhum suspeito foi preso na cidade até o momento. De acordo com o delegado responsável, os alvos identificados estão em outros estados.
A polícia destaca que, por se tratar de fraude eletrônica, os criminosos conseguem agir a quilômetros de distância e atingir vítimas em diferentes regiões do país.
“Os criminosos podem estar longe, mas conseguindo fazer vítimas em todos os lugares”, destacou o delegado durante o acompanhamento da operação.
As equipes seguem nas ruas e novas informações sobre prisões e valores bloqueados devem ser divulgadas ao longo do dia.
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