Produtor musical de sertanejos famosos é investigado em esquema de fraudes do PCC
Megaoperação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal, investiga fraudes de empresas de combustíveis em pelo menos 10 estados brasileiros, incluindo Goiás, sob o comando do PCC

Ivan Miyazato, renomado produtor musical, conhecido por seus trabalhos com renomados artistas e duplas sertanejas, emergiu como um dos alvos da megaoperação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga fraudes de empresas de combustíveis em pelo menos 10 estados brasileiros, incluindo Goiás, sob o comando da facção criminosa PCC.
Na manhã dessa quinta-feira (28), pelo menos 10 empresas de Senador Canedo foram alvos dos agentes federais.
Ivan Miyazato e outras 349 pessoas estão no bojo da investigação que já é considerada a maior operação da história em território nacional. Todos são suspeitos de integrar um esquema bilionário de fraudes envolvendo lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e tributária no setor de combustíveis, controlado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), em Goiás e outros 9 estados brasileiros.
Um Nome de Peso nas Rodas Sertanejas
Ivan Miyazato é uma figura central na música sertaneja, e sua influência ficou ainda mais evidente após a premiação do Grammy de Melhor Álbum de Música Sertaneja em 2020. Regularmente visto ao lado de grandes nomes do gênero em vídeos e postagens nas redes sociais, Miyazato não apenas produz, mas também participa ativamente em shows e ensaios, demonstrando suas habilidades vocais e instrumentais.
Em meio às postagens, ele recentemente destacou: “Enquanto uns seguem fórmulas prontas, a gente constrói algo real. Aqui, quem vive a música de verdade tem espaço, voz e propósito.” Esse ethos parece ter sido contrastado pelos eventos recentes em sua trajetória.
A Megaoperação
A Operação Carbono Oculto, fruto de uma investigação robusta envolvendo o Ministério Público de Goiás (MPGO), Ministério Público de São Paulo (MPSP), Ministério Público Federal e outros órgãos, almeja desarticular um sofisticado esquema de fraude bilionário. O esquema, atribuído ao Primeiro Comando da Capital (PCC), gira em torno de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal no setor de combustíveis.
Atingindo em cheio Goiás e se estendendo por outros nove estados, as investigações já resultaram em mais de 350 pessoas sob suspeita, com um potencial prejuízo de R$ 8 bilhões causado à indústria.
Em Senador Canedo, o clima era de tensão enquanto dez mandados de busca e apreensão foram executados em empresas associadas ao ramo de combustíveis. Um contingente de 1.400 agentes públicos participou das operações em todo o território brasileiro, sinalizando a gravidade e a complexidade das fraudes em questão.
Até o momento, a defesa de Ivan Miyazato não emitiu qualquer declaração pública. Enquanto autoridades aprofundam as investigações, o espaço permanece aberto para depoimentos futuros.
A decisão da 2ª Vara Criminal de Catanduva (SP) destaca a abrangência das práticas criminosas, que não só afetam a economia local, mas também têm repercussões em âmbito nacional, evidenciando uma rede criminal altamente estruturada e perigosa.

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