Prisma atropela e arrasta costureira até a morte; condutor sem CNH, bêbado e drogado
Elcina Pereira, de 58 anos, caminhava em direção à academia comunitária quando foi atingida por um Chevrolet Prisma desgovernado. Condutor de 21 anos admitiu ter consumido álcool e drogas, recusou o bafômetro

A costureira Elcina Pereira, de 58 anos, morreu após ser atropelada por um carro desgovernado enquanto passava por uma ciclofaixa na manhã desta terça-feira (2), em Arapoanga, no Distrito Federal.c A caminhada de rotina terminou em tragédia.
Segundo as investigações iniciais, a vítima foi atingida em cheio por um Chevrolet Prisma branco que saiu de um balão, atravessou a sinalização viária e invadiu a área destinada aos pedestres e ciclistas. Com o impacto, Elcina foi arrastada por vários metros até a calçada do outro lado da via e acabou arremessada contra a parede de um estabelecimento comercial.
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) mobilizou três viaturas para atender a ocorrência. No entanto, quando as equipes chegaram ao local e fizeram o isolamento da área, a costureira já não apresentava sinais vitais.
De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o veículo passou por cima de um tachão de sinalização — conhecido popularmente como “olho de gato” ou “tartaruga” — antes de atingir a vítima, que caminhava pela ciclofaixa.
O motorista, um jovem de 21 anos, recebeu atendimento dos bombeiros e, em seguida, foi encaminhado à 16ª Delegacia de Polícia, em Planaltina, juntamente com o passageiro que estava no carro.
Durante os procedimentos policiais, o condutor se recusou a fazer o teste do bafômetro. Apesar disso, segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), ele admitiu ter consumido bebida alcoólica e também ter feito uso de substâncias psicoativas antes do acidente.
As investigações revelaram ainda que o jovem não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o que agrava a situação. Diante dos indícios levantados até o momento, a Polícia Civil apura o caso como atropelamento fatal e embriaguez ao volante.
Após o reconhecimento feito pelos familiares, o corpo de Elcina foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
Parentes relataram que a costureira costumava passar pelo local diariamente para frequentar a academia comunitária da região. A morte repentina causou forte comoção entre familiares e moradores. Elcina deixa dois filhos e 12 irmãos.
O motorista deverá responder por homicídio culposo na direção de veículo automotor. A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do acidente e aguarda a conclusão dos laudos periciais.

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