Presidente do Vila Nova "implodiu" esquema e colocou “Romário” na mira do Gaeco; veja vídeo
Ministério Público investiga manipulação de resultados de jogos na Série B do Campeonato Brasileiro para beneficiar apostadores esportivos. Atleta goiano é alvo

Ex-jogador do Vila Nova, o meia Marcos Vinicius Alves Barreira, mais conhecido como “Romário”, é o alvo do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na "Operação Penalidade Máxima", em Goiânia, que investiga a manipulação de resultados dos jogos as Série B do Campeonato Brasileiro para benefício de apostadores esportivos.
A operação foi deflagrada na manhã desta terça-feira (14) pelo MP, com apoio da Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência (CSI) e do Grupo de Atuação Especial em Grandes Eventos do Futebol (GFUT).
De acordo com as primeiras informações, o crime foi descoberto a partir de uma denúncia do presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, que é Major da polícia Militar, explicou que descobriu o fato porque o esquema falhou, já que nenhum jogador do clube aceitou participar do esquema.
Outro ponto foi os “burburinhos” de que Romário estaria desesperado para conseguir cerca de R$ 10 mil para pagar dívida com esses apostadores, pois, nenhum atleta do clube cometeu pênalti no primeiro tempo da partida entre Vila Nova e Sport, na última rodada da Série B do Brasileirão.
Romário teria recebido R$ 10 mil adiantado para “assediar” os atletas para participarem do esquema e prometer R$ 150 mil para cada um que cometesse os pênaltis e ajudasse a manipular o resultado dos jogos. O acordo serviria para as três últimas partidas do clube no campeonato.
Hugo Jorge contou ainda que recebeu ligações do “chefe” do grupo criminoso, que foi o único preso da operação, pedindo que ajudasse a cobrar Romário para que devolvesse os R$ 10 mil, já que o acordo não foi cumprido e causou R$ 500 mil de prejuízo ao apostador.
Caso segue em investigação e os envolvidos, entre eles Romário, podem responder na Justiça por associação criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção desportiva.
Em nota, o Vila Nova Futebol Clube disse que auxilia na investigação, "na condição de denunciante", que aguarda manifestação do MP-GO com mais informações e "ressalta seu papel colaborativo e o compromisso com valores éticos, morais e de lisura, que são princípios do clube e do esporte".

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