Pollara é preso em nova operação que apura desvio de R$ 10 milhões na Saúde
Além de Pollara, outros quatro também foram detidos. Entre eles, o ex-secretário executivo Quesede Ayres, Marcus Vinícius, presidente da União Mais Saúde; Wander Lourenço, procurador da Mais Saúde; e a empresária Veriddany Abrantes, sócia da empresa

O ex-secretário de Saúde de Goiânia, Wilson Pollara, voltou a ser preso na manhã desta terça-feira (17) acusado de comandar um suposto esquema criminoso que desviou R$ 10 milhões de um convênio celebrado entre a Secretaria Municipal de Saúde e a associação privada sem fins lucrativos União Mais Saúde. A investigação apura os crimes de peculato e associação criminosa.
Além de Pollara, outras quatro pessoas também foram presas. São eles: Quesede Ayres Henrique, ex-secretário municipal executivo; Marcus Vinícius Brasil Lourenço, presidente da associação União Mais Saúde; Wander de Almeida Lourenço Filho, procurador da União Mais Saúde; Veriddany Abrantes de Pina, sócia-administradora da empresa Mult Hosp Soluções Hospitalares LTDA.
O crime
Segundo investigação da Deccor (Delegacia Estadual de Combate à Corrupção) tinham dois núcleos criminosos.
Um era composto por agentes públicos na Secretaria de Saúde, que atuaram para viabilizar irregularmente o convênio e garantir, em um processo célere, o repasse financeiro à instituição privada.
Já outro chamado de Núcleo extraneus, este formado por membros da associação União Mais Saúde e da empresa Mult Hosp Soluções Hospitalares LTDA, a quem foi atribuída a apropriação dos valores desviados e sua pulverização em benefício dos envolvidos.
De acordo com os investigadores, o esquema envolveu a transferência total de R$ 10 milhões em apenas 17 dias, entre 20 de agosto e 5 de setembro de 2024, utilizando transferências rápidas por meios como PIX, TED e TEV, além de saques vultuosos em espécie. Essa velocidade no desvio dos recursos deu origem ao nome da operação: “Speedy Cash”.

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