Policial que ameaçou jovem gay em distribuidora é indiciado
Policial militar xingou jovem de "viadão", deu um tapa no rosto e ainda sacou a arma para a vítima

A Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo Especializado no Atendimento às Vítimas de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Geacri), indiciou, no dia 23 de setembro, um policial militar de 40 anos, que agrediu, ameaçou com uma arma e xingou um estudante de medicina, homossexual, de 22 anos, em uma distribuidora de bebidas no Parque Acalanto, em Goiânia.
O investigado, que não estava no exercício da função pública quando cometeu os atos, foi indiciado por ameaça, lesão corporal, injúria e pelo artigo 8º da lei 7716/89, impedir o acesso ou recusar atendimento em restaurantes, bares, confeitarias, ou locais semelhantes abertos ao público em razão de orientação sexual ou identidade de gênero. O inquérito finalizado foi remetido ao Judiciário na sexta-feira (24).
Conforme a investigação, o caso foi registrado na Central de Flagrantes e encaminhado ao Geacri quando da inauguração do grupo, no dia 16 de agosto. "De lá pra cá, o inquérito seguiu o trâmite regular, fomos atrás de todas as imagens do estabelecimento, ouvimos todas as testemunhas e versões", explica o delegado Joaquim Adorno, titular do grupo especializado.
Um dos vídeos analisados mostra quando o policial usa um termo pejorativo para ofender Lucas, dá um tapa em seu rosto e, em seguida, saca uma arma de fogo e aponta para o jovem. O dono do estabelecimento ainda tenta intervir e retirar o policial de perto do jovem.
Joaquim Adorno reitera que os crimes praticados pelo servidor público foram cometidos em horário de folga e de maneira isolada. "A ação não tem qualquer vinculação com a corporação Polícia Militar, foi um ato pessoal e isolado", pontua. À época dos fatos, a corporação afastou o servidor.

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