Policial de Goiás preso por tortura foi ex-candidato do PL e usava santinho do Bolsonaro
Além do sargento, a quadrilha contava com outros dois PMs e uma advogadaAlém do sargento, a quadrilha contava com outros dois PMs e uma advogada, que participava das agressões

O sargento da Polícia Militar de Goiás (PMGO) Hebert Póvoa, preso nesta sexta-feira (28) por integrar uma quadrilha de extorsão e tortura, utilizou amplamente a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro em sua campanha a vereador em Luziânia. Filiado ao Partido Liberal (PL) em 2024, o policial usava santinhos e material de campanha com o slogan "Vem pro lado certo", contrastando com as acusações de agiotagem e espancamento de devedores.
Durante a campanha, o sargento Póvoa apresentava-se como uma figura "moralista", "anticorrupção" e promotora de valores conservadores. No entanto, as investigações revelam que ele integrava um esquema violento que cobrava dívidas com brutalidade, chegando a usar tacos de baseball nas agressões.
O sargento, que inclusive chegou a ser condenado na Justiça por ataques feitos em redes sociais durante a campanha, agora é apontado como membro ativo de uma organização criminosa denunciada pela própria PMGO.
O Esquema de Tortura
O grupo, que atuava de forma organizada na prática de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro, incluía outros dois policiais militares, dois civis e a advogada Tatiane Meireles.
Vídeos obtidos pela Polícia Civil mostram vítimas ajoelhadas, chorando e sendo agredidas com socos, chutes e golpes. A advogada Meireles também é flagrada nas gravações, participando das sessões de espancamento com um cassetete.
Durante a prisão, foram apreendidas diversas armas de fogo e cerca de R$ 10 mil em dinheiro. Os investigados devem responder por extorsão, tortura mediante sequestro, agiotagem e lavagem de dinheiro. A investigação também apurou que o sargento estava afastado das atividades operacionais da corporação devido a problemas psicológicos antes de seu retorno recente.

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