Policiais movimentam exploração sexual infantil na Grande Goiânia e são presos; veja nomes
Segundo as investigações, uma mulher aliciava menores de 11 a 15 anos em um imóvel localizado no Residencial Triunfo, em Goianira. Os policiais Euler Ferreira e Edmo Faria foram presos por envolvimento

Uma operação policial resultou na prisão de dois agentes de segurança pública acusados de integrar uma rede de exploração sexual de menores na Grande Goiânia. O policial civil Euler Ferreira de Cerqueira, lotado na Delegacia de Homicídios da capital, e o policial penal Edmo Faria dos Santos, proprietário de um imóvel em Goianira alugado para mulher que aliciava crianças para programas sexuais, foram presos durante a ação.
Euler é suspeito de fazer parte de todo esse esquema de exploração sexual infantil. O policial civil inclusive foi trabalhar nesta quarta-feira (24) e terminou preso no trabalho dele, atualmente ele está lotado, ou seja, no Complexo das Especializadas.
Como Funciona o Esquema
Segundo as investigações, há cerca de dois anos, uma mulher aliciava menores de 11 a 15 anos em um imóvel localizado no Residencial Triunfo, em Goianira. Essa mulher, auxiliada por uma adolescente de 16 anos, buscava meninas em situação de vulnerabilidade social, prometendo a elas melhores condições de vida. Infelizmente, muitas dessas vítimas chegaram a residir na casa alugada pela mulher e obrigadas a se prostituir.
A adolescente de 16 anos, inicialmente uma vítima, acabou sendo forçada a agenciar outras meninas, o que nos leva a uma complexa dinâmica de manipulação e coerção.
O esquema se estendia para outras áreas, como o Parque Tremendão, onde as meninas eram aliciadas para práticas sexuais e, pior ainda, para gravações de vídeos de conteúdo pedófilo. A situação é agravada pelo fato de que a mulher no Residencial Triunfo oferecia bebidas alcoólicas e drogas para atrair e controlar as meninas.
Outra informação é que tem vítimas também de Goiânia, ou seja, não são mais só crianças daqui de Goianira, mas crianças que também eram exploradas na capital.
A operação que resultou nas prisões foi desencadeada após denúncias de famílias que desconfiaram do comportamento de suas filhas. Essas mães, acreditando nas promessas de melhoria de vida feitas pela mulher, buscaram ajuda da Polícia Civil ao notarem mudanças alarmantes nos costumes de suas crianças.
Sete vítimas já foram identificadas, todas com idades entre 11 e 15 anos, e muitas delas estão sob proteção do Conselho Tutelar e acompanhadas por suas famílias.
A operação foi um choque para os colegas de trabalho de Euler, que não tinham suspeitas sobre seu envolvimento em atividades criminosas.
Ambos os policiais detidos serão ouvidos novamente e permanecerão em custódia: Euler na própria Delegacia de Homicídios onde trabalhava e Edmo vai ser entregue na Casa do Albergado. As investigações continuam, e a polícia analisa a possibilidade de mais prisões, já que as operações se expandem para a capital, seguindo novas pistas que revelam o alcance da rede.
A polícia reforça que denúncias são fundamentais para desmantelar redes como essa e pede que qualquer informação seja encaminhada ao 190.

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