Polícia traça passos da advogada e relata “dia de compras” antes de matar família do ex
Carlos Alfama, da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH) de Aparecida de Goiânia, explicou que Amanda chegou de Itumbiara em Goiânia na quinta-feira (14)

De acordo com as investigações sobre o duplo homicídio, supostamente, cometido pela advogada Amanda Partata, acusada e presa pelo envenenamento de Leonardo Pereira Alves, 58 anos, e Luzia Tereza Alves, 86, pai e avó do ex-namorado, a acusada, que mora em Itumbiara (209 km da Capital), estava em Goiânia há quatro dias antes de, supostamente, cometer o duplo homicídio, quando compareceu a uma consulta médica e fez compras.
De acordo com a apuração do delegado responsável, Carlos Alfama, da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH) de Aparecida de Goiânia, Amanda chegou de Itumbiara a Goiânia na quinta-feira (14). Nesse mesmo dia, a advogada compareceu em uma consulta médica.
No dia seguinte, sexta-feira (15), Amanda fez compras de roupas na Capital. No sábado (16), a acusada não teria saído, ou seja, permaneceu no hotel onde estava hospedada.
No domingo (17), na parte da manhã, saiu do hotel novamente, passou num mercado localizado no Setor Marista e comprou diversos alimentos: biscoitos de queijo, pães de queijo, bolos de pote e suco de uva. Em seguida, voltou ao hotel com os alimentos e depois segue para casa da família do ex.
No local, foi recebida por Leonardo, Luzia e o Sr. João, marido da idosa, quando entregou os alimentos para que pudessem tomar café da manhã juntos. Segundo a investigação, Amanda teria ficado na casa das vítimas por cerca de três horas, entre 9h e 12h.
Pouco tempo depois de deixar o imóvel, a acusada recebeu áudio de Leonardo no WhatsApp, onde a vítima relata estar passando muito mal e alerta a ex-nora, já que todos acreditavam que ela estava grávida, e pede que ela procure o hospital.
Polícia destaca que Amanda procurou um hospital, já em Itumbiara, por volta da meia noite, entre domingo e segunda-feira, quando já tinha notícia da morte de Leonardo.
Assim ela se colocou como uma terceira vítima de supostos alimentos estragados tentando despistar as investigações.
Entenda
A investigada pela morte por envenenamento de, Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, e Luzia Tereza Alves, de 86 anos, mãe e filho, a advogada Amanda Partata, chegou à Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), negando que tenha cometido o crime na tarde desta quarta-feira (20), quando foi presa.
O inquérito policial tem mais de 150 páginas de uma investigação minuciosa. De acordo com as investigações, apesar da exposição dos doces, a apuração aponta que um suco que Amanda teria levado para a casa da família, na manhã de domingo. pode ser o alimento envenenado.
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As mortes
Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, morreu no domingo (17), após passar mal e ser internado com dores abdominais, vômitos e diarreia. Já Luzia Alves, de 86 anos, teve a morte confirmada pela família na madrugada de segunda-feira (18). Ela estava internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu.
Ambos comeram algum alimento por volta de 10h, que pode estar diretamente ligado às mortes e começaram a passar mal duas horas depois.
O possível alimento envenenado teria sido levado à casa da família por Amanda, que mantinha uma relação com a família, já que estava supostamente grávida do filho de Leonardo, e foi no domingo de manhã fazer uma “visita”.
Além de Leonardo e Luzia, no domingo Amanda, supostamente, também teria passado mal após o café da manhã, mas diferente das vítimas, ela não sofreu complicações graves.

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