Polícia prende quase 80 criminosos e desmantela bando que deu golpe de R$ 2 milhões
Policiais cumprem 77 mandados de prisão em quatro estados. Aqui em Goiás, as prisões ocorreram na região de Aparecida de Goiânia e os presos levados para a sede da DEIC

Uma ação coordenada pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de Goiás reuniu um efetivo impressionante de 400 policiais civis de quatro estados brasileiros: Goiás, Mato Grosso, São Paulo e Santa Catarina, para desmantelar grupo criminoso que aplicou golpe de cerca de R$ 2 milhões.
Desde as 6 horas da manhã, estão sendo cumpridos 77 mandados de prisão, o que significa que quase 80 pessoas estão sendo detidas simultaneamente em todos esses estados. Aqui em Goiás, as prisões ocorreram na região de Aparecida de Goiânia. Os presos foram trazidos para a sede da DEIC, onde as equipes trabalham na formalização das detenções.
Prejuízo milionário e o golpe do falso intermediário
Segundo informações preliminares da polícia, a quadrilha investigada é suspeita de estelionato e lavagem de dinheiro. Estima-se que o grupo tenha provocado um prejuízo financeiro de quase R$ 2 milhões às vítimas. O modus operandi principal da organização criminosa era o chamado "golpe do falso intermediário", aplicado em plataformas de compra e venda de veículos pela internet.
O alvo preferencial dos criminosos eram veículos seminovos. O esquema era engenhoso e fazia tanto o vendedor quanto o comprador serem vítimas.
A quadrilha acessava plataformas conhecidas, clonava anúncios de veículos e entrava em contato com o verdadeiro vendedor, fingindo interesse na compra para obter mais detalhes sobre o carro. Com essas informações, eles criavam um novo anúncio clonado, mas com um preço ligeiramente abaixo do valor de mercado, visando atrair potenciais compradores.
A negociação entre o criminoso e o comprador interessado, assim como a comunicação entre o criminoso e o vendedor original, ocorria de forma totalmente virtual, sem contato físico. O golpista atuava como um elo, manipulando informações para que comprador e vendedor acreditassem estar negociando entre si. No momento crucial do pagamento, o comprador, convencido de que estava finalizando a compra com o dono do carro, depositava o dinheiro na conta indicada pelo criminoso, acreditando ser a conta do vendedor legítimo. O dinheiro, claro, ia parar nas mãos da quadrilha.
A investigação que culminou nesta megaoperação foi conduzida integralmente pela DEIC de Goiás. Um dos delegados responsáveis e coordenador da operação, Delegado Tiago César, viajou pessoalmente até o Mato Grosso, onde foram localizados e presos os líderes de todo o grupo criminoso. Eles residiam nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.
O Delegado Tiago César deu mais detalhes sobre a ação.
"A operação investiga o golpe do falso intermediário em que a organização criminosa atua há anos fazendo vítimas em todo o país. Essa organização, além do golpe do falso intermediário, é investigada também pelo crime de lavagem de dinheiro. As operações acontecem simultaneamente em 14 cidades diferentes, tendo como polos principais as cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Ribeirão Preto e Aparecida de Goiânia", explicou o delehgado.
Das 14 cidades onde a operação ocorre, quatro são destacadas como polos principais: Cuiabá e Várzea Grande, no Mato Grosso, Ribeirão Preto, em São Paulo, e Aparecida de Goiânia, aqui em Goiás.
Em Aparecida de Goiânia, as duas pessoas presas tinham um papel específico dentro do esquema. Elas eram as responsáveis por simular interesse nos veículos anunciados e fazer o primeiro contato direto com os vendedores originais, coletando informações que seriam usadas posteriormente para clonar os anúncios e aplicar o golpe.
A operação continua em andamento nos quatro estados, com o objetivo de cumprir todos os mandados e desarticular completamente essa perigosa organização criminosa que vinha causando sérios prejuízos a cidadãos de todo o país.

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