Polícia prende primo que teria encomendado morte de ex-prefeito goiano; jogo de cacheta seria causa
Suspeito preso nesta sexta-feira (14) confessou, segundo a Polícia Civil, que planejou a morte de José Porto Andrade e pagou R$ 100 mil ao executor; vítima e suposto mandante eram parentes próximos

A Polícia Civil de Goiás prendeu nesta sexta-feira (14) o homem apontado como mandante do assassinato do ex-prefeito de Pontalina José Porto Andrade, segundo as apurações o acusado é primo da vítima. Segundo os investigadores, o preso confessou ter planejado o crime e pago R$ 100 mil ao executor. A motivação teria sido uma desavença iniciada meses antes, durante um jogo de cacheta entre os dois, que eram parentes próximos.
O crime ocorreu em 21 de julho, em Pontalina. De acordo com a investigação, José Porto foi monitorado pelo executor durante cerca de duas horas e meia antes de ser baleado. O ex-prefeito foi socorrido e permaneceu internado, mas morreu em 5 de agosto em decorrência dos ferimentos.
A investigação identificou uma desavença entre José Porto e o homem preso nesta sexta. Segundo a delegada Tereza Nabarro, de Pontalina, os dois eram parentes próximos, embora a Polícia Civil não tenha divulgado o grau de parentesco.
O conflito teria começado em fevereiro, durante um jogo de cacheta. Na ocasião, conforme a apuração policial, houve uma discussão entre os dois e ameaças recíprocas.
Apesar do episódio, o planejamento para matar o ex-prefeito teria começado efetivamente apenas no início de julho. Segundo o delegado André Luiz Barbosa, do Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) de Caldas Novas, uma das providências tomadas pelo suspeito foi a compra da motocicleta que seria posteriormente usada pelo executor.
Após o ataque, a moto se transformou em uma das principais pistas do caso. O veículo foi encontrado abandonado em uma fazenda na zona rural de Pontalina em 7 de agosto, dois dias depois da morte do ex-prefeito.
A partir da motocicleta, os investigadores reconstruíram a cadeia de posse do veículo e chegaram ao homem apontado como responsável por encomendar o assassinato.
Suspeito teria confessado pagamento de R$ 100 mil
Nesta sexta-feira, a Polícia Civil deflagrou a Operação Carta Marcada. Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão contra o suspeito.
Durante o cumprimento da ordem judicial, segundo André Luiz Barbosa, o homem confessou ter planejado o assassinato e afirmou que pagou R$ 100 mil ao executor.
A justificativa apresentada pelo suspeito aos policiais foi a de que decidiu se antecipar a uma possível ação de José Porto por causa das ameaças feitas durante a discussão no jogo de cacheta.
A investigação, entretanto, afirma que não encontrou, até o momento, qualquer indício de que o ex-prefeito tenha praticado algum ato contra o suspeito que sustentasse essa versão.
Um homem apontado como intermediário na compra da motocicleta também foi conduzido à delegacia nesta sexta. A Polícia Civil afirma, porém, que até agora não há indicação de que ele soubesse que o veículo seria utilizado para cometer um homicídio.
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Apesar de considerar esclarecidas a dinâmica do assassinato e a possível motivação, além de ter identificado o suposto mandante, a Polícia Civil ainda tenta descobrir e localizar quem teria executado José Porto.
A Operação Carta Marcada também busca encontrar a arma usada no assassinato e apreender aparelhos eletrônicos, rádios comunicadores, documentos e outros materiais que possam esclarecer a participação de cada investigado.
As investigações continuam para identificar todos os envolvidos no crime.

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