Polícia prende padrasto por matar enteada com "chumbinho no arroz"; mãe dá detalhes - veja vídeo
Polícia confirma uso de “chumbinho” no jantar em família; irmão da vítima sobrevive e suspeito é acusado de crime triplamente qualificado

O padrasto Ronaldo Alves de Oliveira, de 46 anos, foi preso e mudou o rumo do caso que chocou Alto Horizonte (GO). A Polícia Civil concluiu que foi ele quem colocou veneno na comida servida à própria família, provocando a morte da pequena Weslenny Rosa Lima, de 9 anos e deixando o irmão em estado grave.
A Polícia Civil prendeu preventivamente Ronaldo Alves de Oliveira, apontado como o responsável por envenenar os dois enteados durante um jantar na casa da família, na última sexta-feira (27). Ele foi detido na manhã de quarta-feira (1º) e levado para o presídio de Uruaçu, onde aguarda audiência de custódia.
De acordo com a investigação, o crime foi cometido com o uso de “chumbinho”, substância altamente tóxica, misturada ao arroz servido na refeição. Exames periciais confirmaram a presença do veneno no alimento consumido pelas crianças.
Logo após o jantar, a menina Weslenny Rosa Lima, de 9 anos, e o irmão, Heitor, de 8, começaram a passar mal. Eles foram levados às pressas para atendimento médico, mas a menina não resistiu. O garoto foi internado em estado grave, mas apresenta melhora, segundo o hospital.
A polícia afirma que há indícios claros de que o envenenamento foi intencional. Com base nas provas reunidas, o padrasto deve responder por feminicídio triplamente qualificado — por motivo torpe, crueldade e impossibilidade de defesa da vítima — além de tentativa de homicídio também triplamente qualificada contra o menino.
O caso ganhou contornos ainda mais graves após o depoimento da mãe das crianças. Ela relatou que vivia um relacionamento conturbado com o suspeito há cerca de cinco anos, marcado por brigas constantes. Apesar disso, disse que ele mantinha convivência próxima com os filhos.
Um dos pontos que chamou a atenção dos investigadores foi a existência de um vídeo gravado pelo próprio suspeito, no qual ele teria feito ameaças veladas, afirmando que, antes de tirar a própria vida, “resolveria a vida de muita gente”. Para a polícia, a fala pode indicar premeditação.
A motivação do crime ainda não foi oficialmente esclarecida, mas a principal linha de investigação aponta para conflitos pessoais dentro da família.
O caso provocou forte comoção em Alto Horizonte, onde moradores acompanham com revolta os desdobramentos. A Polícia Civil segue apurando os detalhes e não descarta novas revelações nos próximos dias.

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A mãe informou aos agentes que trabalha durante o dia e, por esse motivo, as crianças ficariam sozinhas em casa.
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