Polícia prende enfermeira acusada de "deformar" pacientes em Aparecida e Goiânia
Marcilane da Silva Espíndola estava proibida de exercer função de prodedimentos estéticos desde agosto de 2023, mas uma nova vítima denuncia ter sido atendida pela acusada em janeiro

A enfermeira Marcilane da Silva Espíndola foi alvo da Operação Salus e terminou presa preventivamente, nessa quinta-feira (11), em Aparecida de Goiânia. Ela é acusada de deformar pacientes em procedimentos estéticos e ainda desobedecer ordem judicial para interromper os atendimentos.
Operação foi deflagrada pela delegada Luiza Veneranda, do 5º DP de Aparecida de Goiânia, responsável pela investigação.
Em maio, a enfermeira foi indiciada por deformar nove pacientes em procedimentos estéticos e estava proibida judicialmente de exercer qualquer atividade na área de procedimentos estéticos. Contudo, a corporação informou que ela continuou atuando.
Segundo a polícia, a investigada continuou a fazer harmonização facial, procedimentos nos seios, pernas e glúteos, cobrando R$ 12 mil dos clientes, quando teria feito uma nova vítima e, consequentemente, uma nova denúncia, comprovando que a investigada descumpriu a determinação de parar com o exercício.
Além disso, a investigada ainda usava perfis comerciais no Instagram para divulgação do trabalho. A corporação também cumpriu novos mandados de busca e apreensão.
A investigação começou em julho de 2023, a partir de denúncias de pacientes que relataram complicações após os procedimentos. Em agosto, houve o cumprimento de buscas e o fechamento do estabelecimento em Goiânia – que não possuía alvará de funcionamento –, aplicação de multas e outras medidas administrativas por parte da Vigilância Sanitária. Ela também locava uma sala em Aparecida.
Segundo a Polícia Civil, em Aparecida, foram instaurados nove inquéritos. No fim, a corporação entendeu pelo indiciamento da investigada.
O 5º DP de Aparecida indiciou a enfermeira por seis crimes. São eles:
Lesão corporal leve;
Lesão corporal grave (incapacidade para as atividades habituais);
Lesão corporal gravíssima (deformidade permanente);
Injúria;
Estelionato;
Exercício ilegal da medicina.
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Dias depois do indiciamento, a delegada Luiza Veneranda, do 5º DP de Aparecida de Goiânia, informou que uma pessoa chegou à delegacia para uma nova denúncia.
A suposta vítima alegou ter sido atendida em janeiro, em Goiânia, e tido reações no corpo.
Luiza afirma que a mulher relatou ter feito procedimentos na bunda, pernas e seios, e que estes últimos estão “incomodando muito”.
“Aparentemente, lesões semelhantes às das outras. A região fica empedrada e com nódulos.”, diz a vítima na denúncia.
Caso segue em investigação.

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