Polícia mira quadrilha que usava toneladas de cafeína para "multiplicar" cocaína
Esquema utilizava empresas fantasmas para comprar 81 toneladas de insumos, gerando 320 toneladas de droga

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta quarta-feira (17), uma megaoperação para desarticular uma associação criminosa especializada em "batizar" cocaína em larga escala. O grupo é investigado por adquirir 81 toneladas de cafeína para adulterar a droga puro, conseguindo quadruplicar a produção e o lucro.
A investigação, conduzida pela 1ª Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), revelou um sistema profissional de logística. Entre março de 2024 e outubro de 2025, a quadrilha desembolsou R$ 11,7 milhões apenas na compra de cafeína.
Ao misturar o insumo ao cloridrato de cocaína, os criminosos conseguiram produzir cerca de 320 toneladas de droga adulterada. O entorpecente "rendido" não abastecia apenas a capital paulista e a Grande São Paulo, mas também era enviado para os estados do Rio de Janeiro e Paraná, movimentando mais de R$ 25 milhões.
Os agentes saíram às ruas para cumprir 27 mandados de busca e 4 de prisão temporária. Até o momento, duas pessoas foram presas em Santana de Parnaíba e na zona oeste da capital.
No balanço parcial das apreensões, a polícia listou:
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Armamento pesado: Uma metralhadora e uma pistola.
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Frota do crime: 12 carros e duas motos de luxo.
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Tecnologia e Valores: Celulares e grandes quantias em dinheiro vivo.
O caso teve origem após a prisão de um homem com meia tonelada de cafeína em Guarulhos, o que serviu de fio condutor para desmascarar os sócios ocultos e as empresas de fachada usadas pelo grupo.

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