Polícia investiga "desvios de bens" de prefeitura goiana e servidores entram na mira
A ação resultou no cumprimento de dois mandados judiciais relacionados a um inquérito que apura a prática de peculato, crime cometido por servidores públicos de Santo Antônio da Barra

A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio do Grupo Especial de Repressão a Crimes Patrimoniais (Gepatri) de Rio Verde, deflagrou nesta terça-feira (22) a Operação Peculatus, que tem como objetivo investigar o desvio de bens pertencentes ao patrimônio da Prefeitura de Santo Antônio da Barra, no sudoeste goiano. A ação resultou no cumprimento de dois mandados judiciais relacionados a um inquérito que apura a prática de peculato, crime cometido por servidores públicos no exercício de suas funções.
De acordo com informações divulgadas pela 8ª Delegacia Regional de Polícia de Rio Verde, os itens subtraídos pertenciam ao acervo da administração municipal e deveriam atender demandas de setores essenciais, com destaque para a área da educação. A investigação apura se funcionários utilizaram seus cargos para se apropriar indevidamente de bens públicos, e se houve participação de terceiros fora da estrutura da prefeitura.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais civis coletaram novas evidências que poderão definir o rumo das apurações. O material será analisado para identificar os responsáveis pela subtração e possíveis ramificações do esquema dentro da estrutura municipal.
A Polícia Civil informou ainda que a operação reforça o esforço da corporação em proteger o patrimônio público e coibir práticas que desviam recursos e bens destinados à população, especialmente em áreas sensíveis, como a educação, onde os prejuízos costumam ter impacto direto sobre serviços essenciais.
O Gepatri, sediado em Rio Verde, tem atuado de forma sistemática em investigações envolvendo crimes patrimoniais e corrupção administrativa na região. A Operação Peculatus — nome derivado do termo latino para o crime de desvio de recursos públicos — é mais uma etapa de uma série de ações voltadas ao enfrentamento da corrupção e má gestão de bens municipais no interior do Estado.
A Polícia Civil não divulgou os nomes dos investigados nem os itens subtraídos, sob justificativa de preservar o sigilo das investigações. O inquérito segue em andamento, e a PCGO informou que novas diligências podem ser realizadas nos próximos dias para aprofundar a apuração dos fatos.

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