Polícia investiga corrupção em contrato com OS e fecha cerco para empresários e servidores
Investigações seguem em andamento desde o ano de 2020 para apurar supostos crimes ocorridos durante a contratação da Organização Social (OS) no ano de 2018

Investigadores da Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor) deflagraram, na manhã desta quarta-feira (14), a “Operação Eclesiastes”, que investiga, desde o ano de 2020, crimes ocorridos durante a contratação de Organização Social (OS) no ano de 2018, por meio do Contrato de Gestão, celebrado entre o Estado de Goiás e à entidade.
Os policiais cumprem 52 mandados contra servidores públicos, particulares e empresários, suspeitos da prática de crimes licitatórios e contra as finanças públicas, peculato, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, além de Constituição e Integração de Organização Criminosa.
O nome da Organização Social envolvida e dos alvos da operação ainda não foram divulgados.
São 19 mandados de busca e apreensão; 17 mandados de indisponibilidade e sequestro de bens e valores; 7 mandados de afastamento das funções públicas; 7 mandados de suspensão da atividade econômica e de proibição de contratar com o poder público; 2 mandados de proibição de acesso ou frequência a determinados lugares.
O inquérito já conta com mais de 20 mil páginas, divididas em 25 apensos e diversos volumes, instruído com depoimentos de testemunhas, processos administrativos, análises contábeis e de diversos contratos suspeitos.
Além dos alvos da operação, outras pessoas estão sendo investigadas, dentre servidores públicos e empresários.
Caso segue em investigação.

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