Uma operação das forças de segurança resultou no fechamento de um garimpo ilegal de ouro em uma fazenda localizada no município de Pilar de Goiás, no norte do estado. Ao todo, 11 pessoas foram pr¡sås em flagrante. Segundo as investigações, o esquema era comandado pelo próprio dono da propriedade, um fazendeiro de 76 anos.
A ação foi deflagrada pelo Batalhão de Operações Ambientais da Polícia Militar, com apoio do Grupamento Aéreo (Graer), após o recebimento de denúncias sobre a atividade clandestina na região. No local, os policiais encontraram intensa movimentação de máquinas pesadas e uma área de exploração mineral considerada de grande porte, com extensão equivalente a cerca de quatro campos de futebol.
De acordo com a polícia, o cenário encontrado evidenciava grave dano ambiental e condições totalmente insalubres de trabalho. Equipamentos, maquinário e armas de fogo foram apreendidos durante a operação. Parte da estrutura utilizada pelos garimpeiros foi destruída ainda na fazenda, como forma de impedir a retomada da atividade criminosa.
Outro ponto que chamou a atenção das equipes foi a presença de mercúr¡ø, substância altamente tóxica usada na extração de ouro. O metal pesado representa risco elevado ao meio ambiente e à saúde humana, sobretudo quando entra em contato com a água, podendo contaminar rios, matar peixes e afetar pessoas que tenham exposição direta ou indireta ao produto.
As 11 pessoas detidas foram encaminhadas à sede da Polícia Federal, em Goiânia. Elas devem responder por crimes ambientais e por usurpação de bens da União, já que a exploração mineral ocorria sem qualquer tipo de autorização legal. Segundo a Polícia Militar, os suspeitos já atuavam de forma irregular há anos, e alguns deles são provenientes de outros estados.
As investigações apontam que o proprietário da fazenda era responsável por gerenciar todo o gar¡mpø, incluindo o recebimento e a separação do ouro extraído. No momento da abordagem, o idoso passou mal, foi levado a uma unidade de saúde e apresentou laudo médico, o que impediu a efetivação imediata da prisão.
Mesmo assim, ele deverá responder judicialmente por posse ilegal de arma de fogo, crimes ambientais e usurpação de bens da União. A polícia informou que os nomes do fazendeiro e dos demais envolvidos não foram divulgados, e o caso segue sob sigilo na Polícia Civil.