Polícia faz devassa na Comurg e prende três por "golpes" em acordos extrajudiciais; assista
Polícia Civil aponta suspeita de acordos extrajudiciais irregulares dentro da Comurg, com cobrança de até 60% dos valores pagos a servidores; bloqueio de bens chega a R$ 3 milhões

Ao longo da manhã, policiais cumpriram 55 ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão, prisões temporárias, afastamento de servidores.
Luciano Magalhães / Comurg
A Polícia Civil deflagrou, na madrugada desta quinta-feira (21), a Operação Pacto Oculto para investigar um suposto esquema milionário de fraudes dentro da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). A ação mobilizou equipes desde as primeiras horas do dia e já resultou na chegada de ao menos três presos à Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Decarp), na capital.
Segundo as investigações, o esquema teria funcionado por meio de acordos extrajudiciais considerados suspeitos, ligados principalmente a pedidos de pagamento por diferenças salariais e alegações de desvio de função feitas por servidores da companhia.
De acordo com a Polícia Civil, os processos apresentavam uma série de irregularidades, como tramitação acelerada, ausência de autorizações formais e falta de documentos que comprovassem o direito aos valores recebidos.
A apuração aponta ainda que servidores ligados aos setores jurídico e de protocolo teriam facilitado a liberação dos acordos e, em troca, exigiam até 60% do valor pago aos funcionários beneficiados. A suspeita é justamente a base da operação batizada de “Pacto Oculto”.
Ao longo da manhã, policiais cumpriram 55 ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão, prisões temporárias, afastamento de servidores, além de quebras de sigilos bancário e fiscal. Também houve bloqueio de bens e valores que somam aproximadamente R$ 3 milhões.
As investigações indicam que, entre 2022 e 2024, teriam sido firmados 35 acordos extrajudiciais, movimentando cerca de R$ 13 milhões.
Os mandados foram cumpridos em Goiânia, Trindade e Aparecida de Goiânia. Mesmo com parte das equipes já retornando à sede da Decarp, na Avenida Independência, a operação continuava em andamento durante a manhã.
Agora, os investigadores devem periciar celulares, documentos e outros materiais apreendidos para reconstruir como o suposto esquema operava dentro da Comurg. A Polícia Civil informou que novas informações poderão ser divulgadas após a análise do material recolhido.
>>> Clique aqui e receba notícias de Goiás na palma da sua mão
>>> Acesse este link e siga a notícia em tempo real no Instagram














