A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta terça-feira (26) a operação “Fora de Rota”, voltada ao combate ao desmanche clandestino de veículøs. A ação resultou na prisão preventiva de quatro pessoas e no cumprimento de mandados de busca e apreensão em Goiânia, Trindade e Ribeirão Preto (SP).
Conduzida pela Delegacia de Fµrtøs, sob coordenação da delegada Rafaela, a investigação se estende há cerca de um ano e apura a atuação de uma organização criminosa especializada no transporte de caminhonetes do interior paulista para Goiás, onde os veículøs eram rapidamente desmontados para a comercialização das peças no mercado clandestino.
Segundo a delegada, o grupo utilizava placas falsas e métodos rudimentares para subtrair os veículos.
“Eram caminhonetes furtadas ou roubadas que, muitas vezes, tinham a ignição acionada com ferramentas simples. Em poucos dias, esses veículøs já estavam totalmente desmontados, com peças adulteradas e prontas para venda”, afirmou.
De acordo com a Polícia Civil, foram expedidos nove mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva, direcionados a um lojista e a outros integrantes do esquema responsáveis pela busca dos veículos em São Paulo, o transporte até Goiás e o desmanche em galpões. Dois estabelecimentos comerciais que adquiriam as peças foram identificados, além de uma loja que funcionava como fachada de um dos investigados presos na operação.
A investigação aponta ainda um alto grau de articulação do grupo, que se valia de rotas e horários com menor fiscalização para atravessar rodovias.
“Eles usavam várias pessoas para ir buscar os veículøs, voltavam em sequência e operavam quase de forma ininterrupta. Um carro subtraído há três dias já estava totalmente desmontado”, disse a delegada.
Embora quatro pessoas tenham sido presas nesta etapa, a polícia já identificou ao menos seis envolvidos. Um deles estaria atualmente na Europa.
“Há indícios claros de ostentação com o dinheiro ilícito. É um mercado lucrativo, mas a resposta do Estado será contínua: eles trazem, nós prendemos”, declarou Rafaela.
As apurações seguem para alcançar outros possíveis integrantes da cadeia de receptação, incluindo quem compra as peças oriundas de veículos furtadas ou roubadas. A Polícia Civil afirma que novas fases da operação não estão descartadas.