Polícia busca amostras de DNA em apartamento de corretora que desapareceu em Caldas
Segundo a família, os materiais serão usados para a coleta de amostras de DNA e para subsidiar o banco de dados da investigação.

A Polícia Civil recolheu objetos pessoais no apartamento da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, desaparecida há mais de um mês em Caldas Novas, no sul de Goiás. Segundo a família, os materiais serão usados para a coleta de amostras de DNA e para subsidiar o banco de dados da investigação.
De acordo com a irmã da corretora, Fernanda Alves, os policiais levaram, entre outros itens, cadernos com anotações pessoais. “Acredito que o objetivo seja entender o momento que ela estava passando”, afirmou em entrevista à TV Anhanguera. Segundo ela, a coleta não indica que algo novo tenha sido encontrado, mas faz parte do trabalho técnico de apuração.
Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro, após descer ao subsolo do prédio onde mora, no centro da cidade, para religar a energia elétrica do imóvel. Imagens de câmeras de segurança mostram a corretora entrando no elevador por volta das 19h, enquanto gravava um vídeo para uma amiga. Ela sai da cabine no subsolo e, desde então, não foi mais vista.
“A partir do momento em que a porta do elevador abre no subsolo, a gente não tem mais notícia dela”, disse a mãe, Nilse Alves Pontes, de 61 anos. Segundo a família, não há registros de Daiane deixando o prédio nem retornando ao apartamento. Ela estava de chinelo e bermuda e deixou em casa objetos pessoais, como óculos e documentos.
Outro ponto que intriga os familiares é o fato de a porta do apartamento ter sido deixada aberta, mas encontrada trancada posteriormente. Além disso, a quebra do sigilo bancário revelou que não houve qualquer movimentação financeira após o desaparecimento, e o celular da corretora não voltou a emitir sinal.
Daiane é natural de Uberlândia (MG) e morava em Caldas Novas havia cerca de dois anos. Ela administrava imóveis da família na cidade e, segundo a mãe, mantinha desavenças com moradores e com o condomínio, envolvendo processos judiciais em andamento.
Uma força-tarefa foi criada pela Polícia Civil de Goiás para investigar o caso. Em nota, a corporação informou que as diligências seguem em sigilo e incluem oitivas, análises técnicas e buscas de campo. Informações sobre o paradeiro de Daiane podem ser repassadas de forma anônima pelo telefone 197.

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