Polícia apreende HRV, moto e jóias de cuidadora que deu golpe de R$1 milhão em idosas
A Polícia Civil rastreou o caminho do dinheiro gerenciado pela acusada, em contas correntes e poupanças de pessoas ligadas a ela. Assim, obteve a identificação dos bens

Cuidadora de idosos, 25 anos, presa no último dia 4 sob acusação de explorar financeiramente ao menos três idosas, entre elas uma servidora aposentada, teve os endereços alvo de buscas e os agentes da Delegacia Especializada no Atendimento a Pessoa Idosa (Deai), com apoio da Polícia Militar, encontraram e apreenderam um veículo HRV, no valor de R$ 110 mil; uma motocicleta, no valor de R$ 12 mil; além de jóias.
De acordo com a ocorrência, Deai, com apoio da Polícia Militar, deflagrou nessa quinta-feira (25), a segunda fase da Operação Falsus, com o cumprimento de mandados de buscas e apreensões, bloqueios bancários em contas correntes e bens em desfavor de investigada, que pode ter, supostamente, apropriado de mais de R$ 1 milhão das vítimas.
A Polícia Civil rastreou o caminho do dinheiro gerenciado pela acusada, em contas correntes e poupanças de pessoas ligadas a ela. Assim, obteve a identificação de um veículo HRV, no valor de R$ 110 mil; uma motocicleta, no valor de R$ 12 mil; além de informações sobre aquisição de várias joias, bens e valores requeridos judicialmente.
Uma vez presa, visto o pedido pela manutenção da prisão preventiva, a investigada não conseguiu realizar as transferências dos veículos e nem a disposição de boa parte das joias.
Dessa forma, uma vez deferidos os pedidos cautelares de busca e apreensão, as equipes da Deai, com a ajuda da PM, conseguiu localizar a motocicleta e o veículo, sendo ambos apreendidos.
As equipes apreenderam ainda, na casa da mãe da acusada, joias, documentos (extratos bancários e documentos dos veículos) e objetos ligados à investigação e que confirmam a tese investigativa de que a investigada enriqueceu com valores das idosas.
Caso segue em investigação.
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Entenda o caso
As investigações que levaram à prisão da acusada teve início no dia 4 de janeiro, quando uma sobrinha das supostas vítimas informou à Polícia Civil que três de suas tias (96, 98 e 91 anos) haviam sido lesadas pela mulher, a qual andava praticando o delito de estelionato e exploração financeira, com prejuízo estimando em mais de R$ 700 mil.
De acordo com as investigações, a investigada havia trabalhado na casa da primeira idosa por mais de dois anos, tendo conquistado sua confiança, ao ponto de ser autorizada, por meio de procuração pública, a movimentar as contas correntes da idosa, servidora pública federal aposentada, a qual não era casada e não possuía filhos.
Por ser equilibrada com os gastos, essa idosa juntado patrimônio. Ciente dessa situação, a investigada passou a fazer diversos desvios de sua conta, além de apropriar-se de mais da metade do valor correspondente à venda de um apartamento localizado na capital federal, vendido por R$ 1 milhão. A vítima veio a óbito e sua família só percebeu os desvios em razão da partilha de bens, quando foi surpreendida com as altas somas subtraídas.

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