PM que agrediu jovem em academia diz que esposa foi chamada de “frango com cabelo de boneca”
O policial militar Luiz Pereira da Silva prestou depoimento à Polícia Civil nessa quinta-feira (02), em Goiânia. Caso segue em investigação.

O policial militar Luiz Pereira da Silva, flagrado agredindo com soco no rosto uma jovem, 18 anos, dentro da academia Bluefit, no Setor Central, em Goiânia, prestou depoimento à polícia nesta quinta-feira (02) e relatou que a vítima teria ofendido a esposa dele e uma outra mulher durante a discussão para usar o mesmo aparelho durante o treino na última terça-feira (28).
Segundo o acusado em depoimento, ele, a esposa e um outra mulher aguardavam para usar o aparelho enquanto a vítima estava ocupando para mexer no celular. Teria acontecido uma discussão quando a jovem teria ofendido a esposa dele.
"Frango com cabelo de boneca, pode usar o aparelho", relatou o militar sobre o que a vítima teria dito à esposa.
Ele ressaltou que antes da ofensa, a vítima teria ofendido outra mulher usando temo “gorda”.
Sobre o momento da agressão, o policial contou que se aproximou dela, no momento em que ela conversava com os amigos, apenas para dizer que “desconfiasse e criasse vergonha, pois não tinha direito de ofender ninguém por características físicas”.
As imagens registradas pelas câmeras de segurança mostram quando Luiz Pereira se aproxima da jovem discutindo, em determinado momento ela empurra e ele reage com o soco.
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Já na versão da jovem, o acusado agrediu porque a mulher dele queria fazer exercício em aparelho que ela estava. Detalha que, antes da agressão, já havia visto o policial, mas não o conhecia e, que momentos antes da agressão, disse à mulher dele que usava o aparelho, mas estava descansando no intervalo entre as séries de exercícios.
“Ela voltou para perto do homem e começou a falar: ‘Ela não tá treinando, tá mexendo no celular’. Nessa hora eu olhei para trás e falei que estava treinando sim, só estava descansando. Depois disso o homem começou a me encarar e não parou de me encarar enquanto eu não saí do aparelho”, detalhou.
De acordo com a jovem, mesmo após sair do aparelho, o policial continuou encarando, até que ela foi encontrar os amigos dela.
“O cara chegou e começou a gritar comigo me mandando criar vergonha e eu disse para ele criar vergonha. Ele encostou em mim e me empurrou. Eu ‘empurrei ele’ de volta e nisso ele me deu um soco. Eu empurrei só porque ele me empurrou. Estou muito mal”, falou.
Caso segue em investigação.

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