Piloto "comprava" crianças de mães e avós por R$ 30 para estuprá-las em motéis
Líder de rede de exploração sexual, Sérgio Antônio Lopes pagava aluguéis e até TVs para ter acesso às vítimas

A Polícia Civil de São Paulo revelou detalhes perturbadores sobre a operação "Apertem os Cintos", que resultou na prisão de um piloto de 60 anos no Aeroporto de Congonhas. Segundo a delegada Ivalda Aleixo, o homem não era apenas um abusador isolado, mas o líder de uma rede de exploração infantil que aliciava famílias em situação de vulnerabilidade.
O Preço da Inocência
O esquema funcionava através da colaboração com os responsáveis legais. O piloto chegava às crianças estabelecendo relacionamentos com as mães e avós, para quem confessava abertamente a preferência por menores. Em troca do acesso às vítimas, ele realizava pagamentos via PIX de valores entre R$ 30, R$ 50 e R$ 100, além de comprar cestas básicas, medicamentos e eletrodomésticos, como televisões.
Entre os presos estão uma avó, que entregou três netas ao criminoso, e uma mãe que enviava fotos e vídeos da filha para o piloto. Uma das vítimas foi encontrada com hematomas graves após ser espancada pelo piloto em um motel na última semana. Ele utilizava documentos de adultos para burlar a fiscalização e dar entrada com as crianças em hotéis e motéis.
Prisão Estratégica
A prisão ocorreu dentro de um avião em Congonhas. A polícia optou pela abordagem no aeroporto devido à dificuldade de localizar o suspeito em casa, em Guararema (SP), dada a sua escala constante de voos. A esposa do piloto, uma psicóloga, afirmou à polícia que desconhecia completamente os crimes do marido.
Até o momento, 10 vítimas foram confirmadas, a maioria entre 12 e 13 anos, mas o material apreendido sugere que dezenas de outras crianças foram exploradas pelo grupo.

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A mãe informou aos agentes que trabalha durante o dia e, por esse motivo, as crianças ficariam sozinhas em casa.
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