PF faz nova operação em Goiás e prende acusados de queimar helicópteros do Ibama
Ação policial é um desdobramento da Operação Yanomami e Anauã, que prendeu o empresário Aparecido Naves Júnior no início do ano. Os agentes investigam a extração ilegal de ouro em Roraima.

Mais de 60 policiais federais cumpriram, na manhã desta terça-feira (29), oito mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva, em Goiânia e Boa Vista (Roraima), contra acusados de praticarem ataques ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e à Polícia Federal (PF). As novas ordens judiciais fazem parte da operação "Mãe do Ouro".
O nome dos presos não foi revelado. Os crimes teriam ocorrido entre 26 de agosto e 7 de setembro de 2021, quando foi deflagrada a Operação Yanomami, focada no combate ao garimpo ilegal em áreas indígenas do estado amazônico.
Na ação, os policiais apreenderam seis helicópteros e prenderam três pessoas ligadas a uma empresa suspeita, de propriedade de um empresário investigado por crimes ambientais.
No dia 7 de setembro, os acusados destruíram um veículo do Ibama e, no dia 12, tentaram atear fogo em um helicóptero do Ibama, que estava dentro da Superintendência da Polícia Federal em Roraima e era utilizado na repressão de crimes ambientais.
Ao menos sete suspeitos de envolvimento em ataques contra o instituto foram identificados durante as investigações. Entre eles, o proprietário dos helicópteros apreendidos, o empresário Aparecido Naves Júnior, 35 anos.
Motivado pelo prejuízo causado pelas ações de fiscalização do Ibama e da PF, o acusado ordenou a queima de dois helicópteros no dia 24 de janeiro.
Ele foi preso no dia 2 de fevereiro em um condomínio de luxo de Goiânia, após os acusados pelo ataque o apontarem como mandante do crime. Conforme os investigadores, ele teria pago R$ 5 mil para a queima dos veículos.
Além dele, a corporação identificou outros envolvidos, como a presidente de uma associação de garimpeiros de Roraima e outras pessoas que já tinham passagens por garimpo ilegal. Segundo as investigações, a associação era usada como ponto de encontro para a elaboração dos ataques.
Os mandados de busca e apreensão e prisão preventiva cumpridos nesta terça-feira foram expedidos pela 4ª Vara Federal Cível e Criminal de Roraima. O caso segue em investigação pela Polícia Federal.
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