PF busca pelo paradeiro de Eurípedes Júnior para cumprir prisão; operação investiga desvio de R$ 36 milhões
A PF também mira ex-dirigentes e candidatos que concorreram a cargos pelo PROS (Partido Republicano da Ordem Social) nas eleições de 2018.

O presidente nacional do Solidariedade, Eurípedes Júnior, está no centro de uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga desvios de recursos do fundo partidário e eleitoral. A ação, denominada “Fundo do Poço”, apura um esquema que teria desviado cerca de R$ 36 milhões destinados à Fundação de Ordem Social (FOS) do PROS (Partido Republicano da Ordem Social) durante as eleições de 2022.
A PF também mira ex-dirigentes e candidatos que concorreram a cargos pelo PROS (Partido Republicano da Ordem Social) nas eleições de 2018. Sete mandados de prisão preventiva e 45 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nos estados de Goiás, São Paulo e Distrito Federal. Eurípedes Júnior é um dos alvos dos mandados de prisão, mas ainda não foi localizado.
Em Brasília, quatro ex-candidatos a deputados distritais pelo Pros também são alvos de buscas. A PF aponta que as candidaturas foram laranja, para recebimento de dinheiro do fundo partidário.
Eurípedes – que também foi dirigente do Partido Republicano da Ordem Social (Pros), sigla que se fundiu ao Solidariedade em 2023 – é um dos alvos de mandado de prisão preventiva; dos sete que foram expedidos, apenas o dele ainda não foi cumprido.
A PF faz buscas para localizar o político.
Principais Pontos da Investigação
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Helicóptero de R$ 2,4 Milhões: Eurípedes Júnior, principal alvo da operação, teria utilizado dinheiro do fundo para adquirir um helicóptero avaliado em R$ 2,4 milhões para uso pessoal. A aeronave está entre os alvos dos mandados judiciais.
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Candidaturas Laranjas e Lavagem de Dinheiro: A PF identificou indícios de uma organização criminosa que utilizava candidaturas laranjas em todo o país para receber recursos do fundo eleitoral. Além disso, o grupo teria praticado lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada, compra de imóveis e superfaturamento de serviços prestados aos candidatos e ao próprio partido.
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Irregularidades nas Contas de Candidatos: Em 2018, o PROS declarou investimentos milionários em propaganda para candidatos com votação inexpressiva. A PF suspeita que esses valores foram desviados. Contas de candidaturas do Distrito Federal também foram alvo de análise, resultando em aprovações e desaprovações pelo tribunal.
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Pagamentos com Cartões de Crédito: Outra candidata em Goiás, não identificada, recebeu R$ 217 mil do partido em propaganda, mas obteve apenas 103 votos. A PF apontou indícios de desvios de recursos para gastos com pessoal e combustíveis, realizados por meio de cartões de crédito.
A operação busca desarticular essa organização criminosa e responsabilizar os envolvidos pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, furto qualificado, apropriação indébita, falsidade ideológica eleitoral e apropriação de recursos destinados ao financiamento eleitoral.

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