Com a conclusão da perícia e confirmação da identificação do corpo de Daiane Alves, na semana passada em Caldas Novas, a Polícia Científica acrescentou um novo elemento à investigação: peritos localizaram vestígios de sangue em um cômodo do prédio onde a corretora vivia. A informação foi repassada à família e reforça a suspeita de que a corretora possa ter sido morta ainda dentro do condomínio.
A confirmação da identidade veio por exame de DNA. Amostras coletadas de familiares em Caldas Novas foram comparadas com material dentário enviado ao IML. O resultado, segundo a perícia, foi inequívoco. Com a liberação do corpo nesta terça-feira (03), a família iniciou o traslado para Uberlândia (MG), onde ocorrerão o velório e o enterro.
Parentes relataram a expectativa de uma despedida “digna”, após semanas de angústia desde o desaparecimento.
De acordo com Arnaldo, irmão de Daiane, investigadores informaram que o sangue foi encontrado em um espaço próximo aos disjuntores do condomínio. O local passou por testes com luminol, e o material recolhido será submetido a exames de DNA. A Polícia Científica afirma que só confirmará oficialmente os detalhes após a conclusão do laudo.
A Polícia Civil também trabalha com a hipótese de disparo de arma de fogo. Há indícios compatíveis com esse cenário, embora a arma ainda não tenha sido localizada. A família recebeu a informação de que uma bala teria sido encontrado no crânio da vítima, dado que será esclarecido pela perícia nos próximos dias, quando sair a determinação da causa da morte — ponto que pode influenciar diretamente a tipificação do crime e a pena.
Outro achado relevante foi o celular de Daiane, que estava desaparecido. O aparelho foi encontrado durante a perícia no encanamento do condomínio e, apesar de ter ficado submerso, chegou a ligar. Agora, passará por análise técnica e tentativa de desbloqueio para recuperar dados.
Daiane Alves, de 43 anos, foi vista com vida pela última vez no dia 17 de dezembro, dentro do condomínio. O corpo foi localizado dias depois em uma canaleta às margens da GO-213, a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas.
O síndico do condomínio, Kleber Rosa, está preso como principal suspeito. O filho dele, Maicon Douglas, também segue detido, suspeito de ter ajudado a ocultar vestígios. A defesa de Kleber afirma que ele colabora com as investigações e não se manifestará até o fim do inquérito. Já os advogados do filho negam qualquer participação no crime.
Com a identificação concluída, a família encerra um capítulo de incertezas, mas o caso segue aberto. Laudos pendentes, a análise do celular e a reconstrução do que aconteceu dentro do condomínio devem definir os próximos passos da investigação.