PCC clonava anúncio de hospedagem em Pirenópolis e ocultava dinheiro no exterior
Quadrilha faturava R$ 20 mil por dia com fraudes e utilizava casas de câmbio para converter valores em criptomoedas

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou nas primeiras horas desta terça-feira (16) a terceira fase da Operação Sem Reservas, que visa desarticular uma célula da facção criminosa PCC envolvida em golpes virtuais. O modo de atuação do grupo chamou a atenção dos investigadores pela sofisticação na lavagem de dinheiro.
O foco da investigação é um desdobramento de fraudes aplicadas por meio de anúncios de falsas pousadas na cidade turística de Pirenópolis, em Goiás, esquema que veio à tona em novembro de 2024.
Como Funcionava a Lavagem
O dinheiro arrecadado com as vítimas era rapidamente enviado para contas de laranjas e, em seguida, transferido para casas de câmbio localizadas no Paraguai. No país vizinho, o montante era convertido em moeda estrangeira ou criptomoedas, para depois retornar ao Brasil, dificultando significativamente o rastreamento pelas autoridades financeiras.
Segundo a PCDF, o esquema era altamente lucrativo, movimentando cerca de R$ 20 mil por dia. A divisão dos lucros era rigorosa: 50% ficavam com os aplicadores diretos dos golpes, 30% eram destinados aos "tripeiros" (intermediários), e 20% eram repassados para aqueles que cediam suas contas bancárias para a movimentação inicial dos valores.
Resultados da Operação
Com a conclusão da terceira fase da Operação Sem Reservas, já são 17 pessoas presas no total. As investigações identificaram 83 vítimas dos golpes apenas no Distrito Federal.
Nesta nova etapa, foram cumpridos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em diversos estados, incluindo:
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Goiânia (GO)
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Belém (PA)
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Taboão da Serra (SP)
A ação contou com o apoio das polícias civis locais. Além das detenções, a Justiça determinou o bloqueio de valores e a liquidação dos criptoativos ligados aos indivíduos investigados.

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