PC desconfia que "enfermeiros" podem ter matado mais seis pacientes
Investigação envolve mortes ocorridas em dezembro de 2025. Trio de técnicos já é acusado de homicídio qualificado.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga se um trio de técnicos de enfermagem está ligado a outras seis mortes no Hospital Anchieta, em Taguatinga, Distrito Federal. A suspeita surgiu após a apuração de três homicídios ocorridos na mesma unidade de saúde.
As novas mortes, que ocorreram em dezembro de 2025, são de pacientes entre 73 e 83 anos. Todos apresentaram paradas cardiorrespiratórias repentinas, levando as famílias a registrarem ocorrências na Polícia Civil. Com essas adições, a corporação investiga um total de 13 óbitos associados.
A 12ª Delegacia de Polícia, responsável pela investigação, está avaliando prontuários e cruzando informações com as escalas médicas da UTI do hospital. A análise tem como objetivo determinar se as novas mortes têm relação com os atos dos técnicos envolvidos.
Os acusados são Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24 anos, Amanda Rodrigues de Sousa, 28, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22. Eles são suspeitos de injetar doses letais de medicamentos nos pacientes do hospital.
Em 18 de março, o Tribunal de Justiça do DF aceitou a denúncia contra o trio pelos homicídios dos três pacientes. A Justiça considerou que existem indícios suficientes de materialidade e autoria para o início do processo por homicídio qualificado.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) já havia denunciado os três técnicos por homicídio doloso, caracterizado pela intenção de matar. As penas podem variar de 12 a 30 anos de prisão para cada homicídio, e eles também são acusados de tentativas de homicídio.

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