PC conclui inquérito e indicia empresária por compras de R$ 200 mil com nome de biomédica
Segundo a Polícia Civil, a clínica funcionava no Setor Cândida de Morais sem CNPJ e sem alvará da Vigilância Sanitária.

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) concluiu o inquérito que investigava irregularidades em uma clínica de estética localizada no Setor Cândida de Morais, em Goiânia, e indiciou duas mulheres por uma série de crimes relacionados à atividade. De acordo com o relatório final, assinado pelo delegado Diogo Luiz Barreira Gomes, foram indiciadas a empresária Sheline Cândida Araújo Silva e uma vendedora.
A investigação apontou a prática de falsidade ideológica, exercício ilegal da profissão e uso de produtos sem registro sanitário. Além disso, diversos materiais foram apreendidos na clínica, incluindo produtos irregulares e sem autorização sanitária.
Segundo a Polícia Civil, a clínica funcionava sem CNPJ e sem alvará da Vigilância Sanitária. Durante fiscalização realizada em fevereiro de 2026, o local foi autuado e interditado após a constatação de diversas irregularidades, como uso de produtos vencidos, reutilização de materiais, descarte inadequado de resíduos e utilização de substâncias sem autorização da Anvisa.
Uso de dados profissionais
O inquérito teve início após denúncia de uma biomédica, que descobriu estar sendo apontada como responsável técnica pela clínica sem nunca ter atuado no local.
Ainda conforme a investigação, produtos estéticos avaliados em cerca de R$ 200 mil foram adquiridos em nome da profissional junto a uma empresa fornecedora, sem seu conhecimento. As mercadorias eram entregues diretamente na clínica.
A Polícia Civil apontou no inquérito que a empresária Sheline utilizava os dados da biomédica para dar aparência de regularidade ao estabelecimento e realizar compras de insumos.
Depoimentos e apuração
Testemunhas ouvidas no inquérito confirmaram que os procedimentos estéticos eram realizados exclusivamente por Sheline, que não possuía habilitação legal para atuar na área.
Clientes relataram ter realizado procedimentos como harmonização facial e aplicação de botox no local. Uma das testemunhas afirmou que não foi apresentada qualquer comprovação de qualificação profissional por parte da responsável pela clínica.
A investigação também apontou a participação da vendedora, que teria realizado vendas de produtos utilizando o cadastro da biomédica sem autorização. Em depoimento, ela confirmou que efetuou negociações em nome da profissional a pedido de Sheline.
Indiciamento
Na conclusão do inquérito, a Polícia Civil indiciou a vendedora por falsidade ideológica. Já Sheline Cândida Araújo Silva foi indiciada por falsidade ideológica, exercício ilegal da profissão e por comercialização e uso de produtos destinados a fins terapêuticos sem registro.
O caso agora será encaminhado ao Poder Judiciário, que deve analisar as denúncias e decidir sobre a abertura de ação penal contra as investigadas.
A reportagem tentou contato com a empresária por meio das redes sociais, mas sem sucesso. Os advogados de defesa dela também não foram localizados até a última atualização dessa reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.

Irmãos de 9 e 4 anos são encontrados em situação de abandono em Goiás; veja vídeo
A mãe informou aos agentes que trabalha durante o dia e, por esse motivo, as crianças ficariam sozinhas em casa.
Esposa revela que homem morto a tiros na frente da filha devia agiota; assista
Esiel Cavalcanti, de 38 anos, estava acompanhado da filha pequena quando foi baleado; esposa acredita que dívida pode estar por trás do crime













