PC apreende quase R$ 200 mil em dinheiro na casa de procurador da Alego
Ele é um dos cinco presos suspeitos de integrar um esquema de fraude tributária que usava indevidamente dados da Receita Estadual para enganar contribuintes, assim como o prédio da Alego.

A Polícia Civil apreendeu cerca de R$ 190 mil em espécie na casa do procurador da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Cristiano Oliveira Siqueira, durante a segunda fase da Operação Prince John, deflagrada nesta terça-feira (20). Ele é um dos cinco presos suspeitos de integrar um esquema de fraude tributária que usava indevidamente dados da Receita Estadual para enganar contribuintes, assim como o prédio da Alego.
De acordo com o delegado Bruno Barros Ferreira, responsável pela investigação, o grupo prestava uma suposta assessoria fiscal e se aproveitava de informações sigilosas para aplicar fraudes. Além de Cristiano, também foram presos um auditor fiscal da Secretaria da Economia, uma tabeliã e seu marido, e um advogado de Goiânia. No total, a operação resultou no sequestro de mais de R$ 5,3 milhões em bens e valores.
As investigações apontam que o grupo movimentou aproximadamente R$ 350 milhões em cinco anos, sendo que R$ 54 milhões passaram diretamente entre os investigados. Uma das vítimas relatou prejuízo de R$ 17 milhões. Até agora, 15 pessoas lesadas foram identificadas. Além disso, foram feitos mais de 2.600 saques que somam quase R$ 4 milhões.
Mesmo após a primeira fase da operação, realizada em setembro de 2024, quando quatro pessoas foram presas temporariamente, os envolvidos continuaram com as fraudes. “Descobrimos um esquema de corrupção muito mais sofisticado do que parecia inicialmente”, afirmou o delegado.
A Alego se manifestou por meio de nota, afirmando que não foi comunicada oficialmente sobre a operação e destacou que “não se responsabiliza por qualquer ato ilícito cometido por servidores que não tenham relação com a administração legislativa”.
A Secretaria da Economia informou que aguarda mais detalhes da investigação para avaliar eventuais medidas administrativas. Já a OAB-GO, que acompanha o caso do advogado preso, reiterou seu compromisso com a legalidade e a defesa da dignidade da advocacia. O Sindifisco-GO também se pronunciou, dizendo confiar na condução do processo e na presunção de inocência do auditor fiscal.
Os suspeitos devem responder por associação criminosa, estelionato, falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documento falso, corrupção passiva e corrupção ativa, além de extorsão. A investigação segue em andamento.
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