Pastora bolsonarista agrediu "entregador" sem saber que vítima é na verdade PRF; assista
A vítima revelou que é policial rodoviário federal e fazia apenas um favor para a proprietária da loja, que é sua amiga

Sem ajudante para carregar o móvel pelas escadas, ele informou que seria necessário encontrar outra solução, quando Renata perdeu controle.
O vídeo que viralizou nas redes sociais ganhou um novo capítulo após a identidade do entregador agredido pela pastora e pré-candidata a deputada estadual pelo PL, Renata Vieira, vir à tona. Ao contrário do que muitos imaginavam, a vítima é um policial rodoviário federal que, naquele dia, fazia um frete como favor para uma amiga, dona da loja de móveis responsável pela entrega.
O caso de agressão aconteceu no condomínio, localizado no bairro Cabral, em Contagem (MG), onde ocorreu a confusão e Renata Vieira teve seu contrasto de locação rescindido após toda baixaria. Imagens das câmeras de segurança registraram o momento em que Renata agride o homem durante a entrega de um sofá.
Segundo um morador, que preferiu não se identificar, a repercussão do caso foi tão grande que a imobiliária responsável pelo contrato de locação do apartamento teria solicitado que a pastora deixasse o imóvel após o episódio.
O policial rodoviário federal confirmou que não trabalha com entregas e que apenas ajudava uma amiga na quinta-feira passada. Ele preferiu não gravar entrevista, mas explicou que o problema começou quando o sofá não conseguiu passar pelo elevador do prédio.
Sem ajudante para carregar o móvel pelas escadas, ele informou que seria necessário encontrar outra solução. Foi nesse momento, segundo seu relato, que a cliente passou a se apresentar como deputada e começou a telefonar para a loja em tom de ameaça, afirmando que devolveria os produtos.
"Eu vi ela dando carteirada de 'eu sou deputada'. Você pode ver nos vídeos que ele volta com o sofá. Ela dizia: 'Você vai levar, você vai deixar aqui, você vai levar embora'. Quando ele volta com o sofá, é a primeira agressão que ela dá na nuca dele", afirmou uma testemunha à TMC.
O morador, um dos mais antigos do condomínio e que aparece nas imagens tentando separar a briga, contou que insistiu para que o entregador mantivesse a calma durante toda a discussão.
"Não perde a razão, não", teria dito ao policial. Para ele, as imagens deixam claro que o homem tentava evitar qualquer confronto enquanto Renata buscava provocar uma reação.
"Ao longo do tempo inteiro ela estava tentando tirar ele do pensamento racional para que ele fizesse alguma coisa", afirmou.
Ainda segundo a testemunha, após a confusão na área comum do condomínio, Renata tentou convencer outros dois homens a subirem com ela até o apartamento. Uma moradora chegou a oferecer companhia, mas a proposta teria sido recusada.
Na avaliação do morador, a situação levantou suspeitas.
"Para mim fica claro que ela montou um enredo. Ela queria que algum homem a acompanhasse para um lugar onde não tinha câmera, para depois dizer que foi agredida lá em cima. O tiro saiu pela culatra, porque as câmeras estão aí, há testemunhas e eu não sou a única", declarou.














