Pastor que agrediu prefeito em evento de Bolsonaro mentiu ser major e tinha munições de pistola
Na delegacia, Daniel Mesquita negou as acusações e disse ter chamado o prefeito apenas de "caiadista"

O pastor Daniel Mesquita, 40 anos, preso por agredir o prefeito de Rio Verde, Paulo Vale (União Brasil), no aeroporto do município, na manhã desta quarta-feira (20), durante visita do presidente Jair Bolsonaro (PL), mentiu ser major do Exército, além de portar um pente e munições de pistola 380. A arma não foi localizada.
Como ele não tem porte de armas foi preso em flagrante pela Polícia Militar e encaminhado à Delegacia da cidade.
Segundo o delegado Luiz Eduardo Silva, Daniel Mesquita, que é pastor de igreja evangélica na cidade, usou camisa da PM, se identificou como major, para conseguir despistar a segurança, entrar no aeroporto, se aproximar do prefeito e cometer a agressão. Ao ir até o carro para pegar os documentos pessoais para apresentar, os militares flagraram um colde preto, quatro munições intactas
de calibre 380 e um carregador de pistola.
Diante do flagrante o líder religioso foi preso em flagrante.
Algumas testemunhas relataram que o pastor deu um tapa no prefeito e outros dizem que foi um soco, mas todos confirmaram a agressão. Imagens das câmeras de segurança serão apreendidas para análise da polícia para ser determinada as circunstâncias do crime.
O investigador diz não haver dúvidas quanto à agressão, mas que agora a polícia quer identificar a motivação do crime, que, inicialmente, acredita ser política.
O acusado disputou cargo de deputado estadual na última eleição e usava camiseta de apoio ao presidente Jair Bolsonaro.
A confusão ocorreu pouco antes de Bolsonaro pisar em solo goiano para uma “motociata” e entrega de títulos de regularização fundiária.

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