Pastor da Assembleia que estuprava fiéis com ajuda da esposa pega 130 anos de cadeia
Crimes ocorriam em Anápolis em encontros reservados sob o pretexto de "sessões espirituais"

A Justiça de Goiás condenou um casal de pastores da igreja Assembleia de Deus, Bola de Fogo, de Anápolis a 230 anos de cadeia por crimes como estupro de vulnerável e produção de conteúdo sexual. À época, a polícia descobriu que os abusos aconteciam durante as "sessões espirituais", onde os líderes religiosos se aproveitavam da fé e da fragilidade de pessoas que buscavam ajuda para problemas físicos e espirituais. Vídeo no final do texto
O pastor Vanderlei de Oliveira foi condenado à pena mais alta, devendo cumprir 136 anos de reclusão pelos crimes de estupro de vulnerável e produção de conteúdo sexual, que envolveram inclusive um menor de idade.
Sua esposa, a pastora Maria de Lourdes dos Santos Oliveira, foi condenada a 95 anos de prisão por envolvimento no caso. Conforme a denúncia, ela presenciou e acobertou os abusos cometidos pelo marido.
O casal liderava a igreja Ministério Bola de Fogo em Anápolis. O pastor Vanderlei se apresentava aos frequentadores como "Pai Espiritual" e prometia curar problemas de saúde e espirituais. Os crimes, contudo, eram cometidos em encontros reservados, muitas vezes realizados nas casas dos fiéis ou dos próprios pastores, e nunca dentro da igreja.
Apesar da condenação, o casal de pastores cumpre atualmente medidas cautelares e possui o direito de recorrer da decisão da Justiça em liberdade.

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