Para esconder amante, marido é acusado de asfixiar esposa até a morte e tentar simular suicídio
Pedro Henrique Borges nega ter assassinado a esposa Sarah Nunes Pereira, em Aparecida de Goiânia. A prisão temporária dele foi feita na quarta-feira (23), em Minaçu.

A Polícia prendeu na quarta-feira (23), em Minaçu (488 km da Capital), Pedro Henrique Borges, 26 anos, acusado de asfixiar a esposa Sarah Nunes Pereira, 23 anos, até a morte e, em seguida, forjar suicídio.
O caso aconteceu no dia 23 de setembro deste ano em Aparecida de Goiânia. Ele deve responder por feminicídio e manipulação da cena do crime.
Por outro lado, a defesa do acusado afirma à Justiça que seu cliente foi preso injustamente com provas baseadas em uma pré-perícia que não confirma se o caso foi suicídio ou homicídio.
"O caso envolvendo Pedro está na fase de inquérito inicial. Ele sempre se colocou à disposição da investigação. O Pedro não pode ficar preso até que se apure os fatos", disse Rodrigo Faustino.
Em depoimento, o homem disse à polícia que, no dia da morte da esposa, estava em casa, mas decidiu sair para comprar um refrigerante. Ao retornar encontrou a mulher pendurada pelo pescoço no alpendre da casa, já sem vida.
Segundo o acusado, logo em seguida acionou o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar.
Durante as investigações, segundo a polícia, foram encontrados indícios que contrariam a versão de Pedro.
"Recebemos o caso como suicídio, mas tinha muitas controvérsias e o laudo da perícia concluiu não ter sido suicídio", explicou.
A delegada titular da investigação do caso, Bruna Coelho, ainda afirma que tudo que ele diz difere do que mostra a investigação.
A primeira divergência está no fato de que o homem não saiu de casa perto do horário do ocorrido. Ele apenas retirou o carro da garagem e entrou novamente, para simular estar chegando. Além disso, não havia móveis no local onde Sarah teria se matado, impossibilitando que ela se pendurasse no alpendre, que é alto. E, também, foram encontrados vestígios de que houve uma briga no local.
É importante relatar que no dia do crime o marido deixou a filha de 4 anos com a avó, ou seja, eles estavam sozinhos.
A possível motivação para o suposto feminicídio seria o fato de Sarah ter descoberto que o marido tinha uma amante. O casal chegou a ficar separado por 15 dias, segundo a polícia, mas reataram.
"No dia do fato, minutos antes dela supostamente se matar, ela descobriu que ele e a amante estavam conversando por aplicativo e mandou uma mensagem para ela dizendo 'deixa meu marido em paz'", disse a delegada.
Caso segue em investigação.

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