"Pais" adotam para receber "dinheiro" do Governo e estupram crianças
Conforme a investigação, a menina de 9 anos foi estuprada até os 11 anos de idade. A "mãe" não participava dos abusos sexuais, mas tinha conhecimento das práticas e se manteve conivente.

Um casal de pais "adotivos" de duas meninas, à época com 9 e 14 anos, que eram usadas para os acusados receberem incentivos financeiros do Governo, foi indiciadoo por estupro de vulnerável e maus-tratos, em Valparaíso de Goiás (188 km da Capital). O crime ocorreu em 2009 e começou a ser investigado pela Polícia Civil após denúncia anônima.
Os investigadores colheram depoimentos das duas crianças, que confirmaram os abusos sexuais e episódios de maus-tratos físicos e psicológicos.
Uma delas contou que eram xingadas e obrigadas a fazerem todo o serviço de casa, além de serem estupradas enquanto estavam de castigo.
Os abusos sexuais ocorriam também durante "brincadeiras" de fazer cócegas, momento em que o "pai"aproveitava para passar a mão nos seios e nas partes íntimas das crianças.
Em outra ocasião, uma das vítimas teve o dedo da mão decepado enquanto colocava roupas numa máquina industrial.
Ainda conforme a investigação, a menina de 9 anos foi estuprada até os 11 anos de idade. A "mãe" não participava dos abusos sexuais, mas tinha conhecimento das práticas e se manteve conivente.
Conforme a corporação, os acusados se cadastraram em um programa para atuarem como pais sociais de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.
Dessa forma, eles recebiam a guarda para cuidar das vítimas e, em contrapatida, ganhavam um incentivo financeiro do governo.
Diante dos indícios, a Polícia Civil finalizou a investigação e indiciou os dois pelos crimes de estupro de vulnerável e pela prática de maus-tratos. O inquérito foi remitido ao Poder Judiciário.













