Padrasto obriga menino de 3 anos comer o próprio cocô e diz que "faria de novo"; criança segue doente
Acusado foi preso, mas durante a audiência de custódia, ele teve liberdade provisória concedida, mas com o uso obrigatório de uma tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares impostas pela Justiça

Um homem de 28 anos foi preso em flagrante acusado de torturar seu enteado, um menino de apenas 3 anos, obrigando-o a comer as próprias fezes. O caso, registrado na segunda-feira (11), em Cajueiro, no interior de Alagoas. O caso de violência contra uma criança chocou a população local e repercutiu nacionalmente.
Segundo relatos, a mãe da criança, ao presenciar a horrível cena, denunciou imediatamente o companheiro às autoridades. Durante a audiência de custódia, o suspeito teve liberdade provisória concedida, mas com o uso obrigatório de uma tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares impostas pela justiça.
Desde o crime, o quadro de saúde do menino segue crítico. Ele apresenta sintomas de febre, vômito e diarreia, estando sob os cuidados constantes de sua mãe, conforme informado pelo Conselho Tutelar de Cajueiro. A mãe, ainda em estado de choque, relatou em entrevista que o ex-companheiro não mostrou nenhum sinal de arrependimento. Em um momento de confronto, ele teria admitido o ato e declarado friamente que o faria novamente.
"Depois de presenciar ele colocando cocô na boca do meu filho, eu confrontei ele", disse a mãe, visivelmente abalada. "Quando questionei como ele tinha coragem de fazer isso, ele simplesmente respondeu que tinha feito e que faria de novo."
O histórico de comportamentos abusivos do padrasto não era desconhecido. Antes dos atos contra o enteado de 3 anos, ele já havia praticado uma violência similar contra o filho autista da mulher. Durante um momento íntimo, ele confessou ter usado fezes para punir o menino por fazer cocô nas calças — uma prática que ele justificou como "eficaz" para treinar o uso do banheiro.
O caso continua sob investigação da Polícia Civil de Alagoas. Enquanto isso, o padrasto cumpre sua pena em medida restritiva, com ordens claras de zero contato com a vítima e seus irmãos. Além disso, a justiça determinou o pagamento de uma pensão alimentícia, embora a mãe destaque que "dinheiro nenhum no mundo vai pagar o sofrimento dos meus filhos".
Caso segue em investigação.

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A mãe informou aos agentes que trabalha durante o dia e, por esse motivo, as crianças ficariam sozinhas em casa.
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