Padrasto mata criança espancada e confessa: "dei palmadas e chineladas"
As investigações apontam que a criança Henry Gabriel tinha "pavor" do padrasto, que era contumaz em agredir

O padrasto de um menino de 2 anos, que morreu em decorrência de agressões, foi preso em flagrante por homicídio e confessou ter dado "palmadas e chineladas" na criança. Paulo César Silva Santos tentou minimizar as agressões em depoimento, mas a Polícia Civil afirma que as lesões causadas foram a causa da morte do pequeno Henry Gabriel. O delegado responsável pelo caso confirmou que há relatos de agressividade frequente no cotidiano da família.
De acordo com o delegado Júlio da Silva Filho, que conduz a investigação, depoimentos de vizinhos e familiares revelam uma rotina de violência e medo na casa do casal em Queimados, na Baixada Fluminense.
Testemunhas relataram que o menino Henry Gabriel tinha "pavor" do padrasto.“O menino tinha pavor. [A avó] disse em depoimento que ele tremia e ficava inquieto com a presença do Paulo. Era uma relação difícil e nós apuramos que ele era contumaz em agredir a criança,” afirmou o delegado, citando vizinhos que ouviam os gritos.
A mãe do menino, Yasmin Martins, disse que não tinha a dimensão da gravidade das agressões e acreditava que se tratava de uma correção comum. No entanto, ela chegou a ser alertada por uma vizinha sobre os gritos e agressões contra o filho. A própria mãe relatou que o companheiro tem histórico de agressividade com ela, já tendo sido agredida "por besteira, por ciúme".
A Morte e a Prisão
O caso de Henry Gabriel chegou ao seu trágico fim na última segunda-feira (1º). A mãe havia pedido a Paulo César que levasse a criança para a casa da avó. Por volta do meio-dia, o padrasto levou Henry, não para a casa da avó, mas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Queimados.
O menino deu entrada na unidade com vários hematomas e marcas de agressões pelo corpo, lesões típicas de espancamento, conforme atestaram os médicos. O laudo médico também identificou lesões perfurocortantes no punho esquerdo.
A criança não resistiu e veio a óbito. A direção da UPA acionou o Conselho Tutelar e a Polícia Militar. Paulo César foi levado para a 55ª DP (Queimados) e recebeu voz de prisão em flagrante pelo crime de homicídio qualificado.

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A mãe informou aos agentes que trabalha durante o dia e, por esse motivo, as crianças ficariam sozinhas em casa.
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